Votos que se evaporam na chapa federal

Votos que se evaporam na chapa federal

O PT brasiliense procurará vitaminar esta semana sua chapa de deputados federais. O desenho passa pela eventual composição de uma só coligação para a Câmara dos Deputados, o chamado “chapão”, mas o problema já está claro. Em relação a 2010, quando a aliança elegeu quatro deputados federais, há o risco de se perderem nada menos do que 516 mil votos, bem mais de um quarto do total. É que devem se evaporar da coligação petista os 266 mil votos de José Antônio Reguffe, os 164 mil de Paulo Tadeu e, ao que tudo indica, os 86 mil de Geraldo Magela, indicado para o Senado. Nada, mas nada mesmo, garante que esse montante de votos permanecerá com o partido, ou mesmo com a aliança.

Conta não fecha, apesar das dobradinhas

Presidente regional do PT, Roberto Policarpo tem costurado alianças — as chamadas dobradinhas — com candidatos a distrital — que lhe devem render substancial incremento à votação alcançada da última vez, pouco superior aos 32 mil votos. Érika Kokay é candidata à reeleição. Mesmo assim, a conta não fecha.

Apostas a serem testadas

Na lista já fechada de inscrições a candidaturas a deputado federal, o PT conta com apostas ainda a serem testadas. O secretário de Saúde, Rafael Barbosa, deixou o cargo para se desincompatibilizar, mas não está claro se chegará até as urnas e muito menos se terá os votos do setor. Ex-presidente da Câmara, o distrital Patrício perdeu, ao que tudo indica, parte de seu colégio eleitoral na segurança pública. O distrital Chico Leite, ainda candidato ao Senado, não é bem visto pela cúpula, embora também tenha colocado seu nome na lista. É aí que surge um curinga na lista. Tem gente insistindo com o governador Agnelo Queiroz para que convença o secretário geral do PT, Ricardo Vale (foto), a que seja candidato a deputado federal. Ele seria potencial herdeiro dos 164 mil votos do irmão, o hoje conselheiro Paulo Tadeu, imobilizado no Tribunal de Contas do Distrito Federal.

Colégios assegurados
Formalmente, Ricardo Vale é candidato a distrital. Sua campanha, ainda discreta, está estruturada nesse sentido. Pode ser dado como eleito. O irmão Paulo Tadeu sempre mobilizou votos suficientes em Sobradinho para se eleger com folga e ainda belisca parte do eleitorado de Planaltina e Fercal. O crescimento da região, com o Colorado, Sobradinho II e por aí adiante reforça essa equação.

Alívio para aliados

De quebra, uma eventual aventura de Ricardo Vale rumo à Câmara dos Deputados aliviaria aliados do Buriti no Legislativo local, casos de Cláudio Abrantes e Doutor Michel. Resta ver se interessaria ao próprio Ricardo Vale. Aliados dele acreditam


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