Vingança a cavalo: Liliane deverá perder o mandato parlamentar de Deputada Distrital

Vingança a cavalo: Liliane deverá perder o mandato parlamentar de Deputada Distrital

Liliane Roriz 2A Deputada Distrital Liliane Roriz (PTB-DF), ex-vice-presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, deverá ter o mandato parlamentar caçado pelo poder Judiciário ou pelo poder Legislativo. Agora é só uma questão de tempo.

Graças à “cagoetagem” de Liliane, a mesa diretora da CLDF deve retaliar e “tocar pra frente” com toda a força o pedido de cassação do seu mandato parlamentar. Como a imagem de Liliane com seus pares não é das melhores atualmente, mesmo com toda negociação nos bastidores, o resultado provavelmente lhe seria desfavorável.

Já na Justiça tramitam várias ações contra Liliane. A ação que deverá resultar na perda do mandato de Liliane é a ação civil pública de improbidade administrativa proposta pelo Ministério Público do Distrito Federal que hoje tramita na 5ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do DF.

O Ministério Público acusou Liliane, sua família e outras pessoas de engendrarem esquema para obtenção de empréstimo e repactuação do mesmo junto ao BRB – Banco de Brasília, de forma irregular, mediante recebimento de 12 (doze) unidades habitacionais no empreendimento Residencial Monet, situado na Avenida Pau Brasil, lote 05, Região Administrativa de Águas Claras – DF.

A sentença da 3ª Vara da Fazenda Pública julgou procedente a ação e condenou Liliane à perda da função pública e à suspensão dos direitos políticos por 10 anos.

A 5ª Turma Cível deve confirmar a sentença condenatória e, em consequência, Liliane deverá ser afastada do mandato de Deputada Distrital.

A única dúvida é: qual poder da República afastará a Deputada Liliane Roriz do mandato parlamentar primeiro?

Relembre o caso:

Em 2004, ROBERTO CORTOPASSI JÚNIOR e RENATO SALLES CORTOPASSI, sócios da empresa WRJ ENGENHARIA DE SOLOS E MATERIAIS LTDA buscaram a intervenção do então Sr. Governador do DF – JOAQUIM RORIZ – que, exercendo sua influência política sobre o então presidente do BRB, TARCÍSIO FRANKLIN DE MOURA, conseguiu que este determinasse aos seus subordinados GERALDO RUI PEREIRA, ex-Diretor do BRB, e ANTÔNIO CARDOZO DE OLIVEIRA, ex-Gerente de Crédito do BRB, viabilizassem a concessão e repactuação de 2 (dois) empréstimos no valor total de R$ 6.742.438,84 (seis milhões setecentos e quarenta e dois mil quatrocentos e trinta e oito reais e oitenta e quatro centavos).

O montante da operação teria sido utilizado para a edificação do Edifício Monet, consubstanciado em duas torres de dezesseis pavimentos cada e 48 (quarenta e oito) apartamentos por torre, totalizando 96 (noventa e seis) unidades, obra erigida pela empresa WRJ ENGENHARIA, beneficiária dos empréstimos irregulares.

Como contraprestação pela intervenção realizada junto aos dirigentes do BRB, JOAQUIM RORIZ teria recebido 12 (doze) apartamentos no referido Condomínio, sob intermédio de suas filhas JAQUELINE MARIA RORIZ, LILIANE MARIA RORIZ e WESLLIANE MARIA RORIZ NEULS, seu neto RODRIGO DOMINGOS RORIZ ABREU e da empresa JJL ADMINISTRAÇÃO E PARTICIPAÇÃO LTDA, representada por sua filha WESLLIANE, sendo a operação disfarçada por meio da empresa COSS CONSTRUÇÃO LTDA, que teria realizado o negócio de compra e venda de maneira ficta junto à WRJ ENGENHARIA, todavia, o uso e gozo das unidades são atribuídos a JOAQUIM RORIZ e seus familiares.

A apuração desses fatos ocorreu por meio do Inquérito Civil Público nº 32/2009 e do Inquérito Policial nº 13/2007 – DECO, e aparelhadas com as evidências coletadas com a deflagração da operação para desmantelamento de quadrilhas com atuação no âmbito distrital denominada “AQUARELA”.

Com base nesses fundamentos, o Ministério Público acusou Joaquim Roriz, Tarcício Franklin, ex- Presidente do BRB, Antônio Cardozo, ex- Gerente de Crédito do BRB e Geraldo Rui ex-Diretor do BRB, de incursos no art. 9º “caput”, inciso I e art. 11 “caput”, da Lei nº 8.429/92. Jaqueline Roriz, Liliane Roriz, Weslliane Roriz Neuls, Rodrigo Domingos Roriz, Roberto Cortopassi Júnior e Renato Salles Cortopassi, os dois últimos sócios da corré WRJ Engenharia e COSS Construção LTDA, com base no art. 3º da LIA.

Blog:  http://drguilhermepontes.blogspot.com.br/2016/08/vinganca-cavalo-liliane-devera-perder-o.html

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