Um dia especial para 122 crianças

A chegada do Papai Noel alegrou a criançada da creche São José Operário, na Estrutural. Uma iniciativa do jornalista Marcelo Chaves, em parceria com o Jornal de Brasília, reuniu empresários da capital federal para a compra de presentes para as 122 crianças atendidas pela instituição. Também foram oferecidos um lanche, um bolo e corte de cabelo, tudo gratuito. 

Foi uma chuva de papéis de presente para todos os lados. As crianças abriam os pacotes encantadas, e compartilhavam o que tinham ganhado. Um momento gratificante para todos que organizaram a ação solidária. “Adorei minha boneca. Era isso que eu queria de Natal mesmo. O Papai Noel adivinhou!”, disse Ana Luísa de Almeida e Silva, 5 anos.

Rafael Araújo Matos, 4 anos, disse que seu carrinho era bonito e corria rápido. “Gostei muito do meu carrinho. Ele é vermelho e muito veloz”. Já Gabriel Mendes da Silva, 6 anos, ganhou dois presentes: um corte de cabelo e um brinquedo. “Meu cabelo estava grande. Achei que ficou bonito. E também gostei muito do meu presente”, contou.

Satisfação

Além de Marcelo Chaves, as empresárias Iza Matias e Márcia Lima, que doaram parte dos brinquedos, acompanharam a distribuição. O cabeleireiro Ivan David, do salão de beleza Sati, na Asa Sul, também estava presente. Ele cortou o cabelo de algumas crianças.

Iza Matias, que doou 40 brinquedos e já esteve na creche em outra oportunidade, disse que é muito importante o trabalho feito no local. “As colaboradoras tiram dinheiro do próprio bolso para fazer muitas coisas. E a gente vê que elas não trabalham só pela parte financeira. Isso é muito bacana”, observou.

Márcia Lima, que visitava o local pela primeira vez, diz ter achado a iniciativa incrível. “Gostei muito de ter a oportunidade de trazer um pouco de alegria para essas crianças. Esse é o maior presente que podemos receber”, afirmou.

O cabeleireiro Ivan David disse que sempre participou de ações beneficentes, mas que todas as vezes são únicas e emocionantes. “Acho maravilhoso poder ajudar, principalmente porque faço isso com o meu trabalho”, comentou.

Atendimento

A creche atende crianças com idade entre três e cinco anos. Elas estudam pela manhã e fazem atividades recreativas à tarde. Todas vivem na comunidade e a maioria é filha de catadores do lixão.

O bom velhinho chegou!

O dia de ontem parecia normal para as crianças da São José Operário até que a rotina foi quebrada com a chegada de salgados da pastelaria Viçosa, de um bolo oferecido pela Maria Amélia Doces e do Papai Noel levando muitos brinquedos, que foram espalhados pelo pátio da entrada da creche, na Estrutural. As crianças ficaram maravilhadas. Queriam pegar na barba e conversar com o bom velhinho. Cada uma recebeu um presente, mas ainda não podiam abrir. “O que será o meu, e o seu?”, se perguntavam. Após todos receberem um embrulho, veio a autorização para abrir.

Instituição sempre precisa de doações

A creche São José Operário foi construída em cima de uma parte do Lixão da Estrutural. Ela é mantida por irmãs pertencentes à segregação Lumem Dei, da Igreja Católica. A colombiana Luz Mary, irmã e presidente da creche, diz que ações como a promovida pelo JBr. ajudam o local. “Ações como essa possibilitam que outras pessoas conheçam nosso trabalho. E isso é o mais importante, já que vivemos de doações”, afirmou.

Segundo Ediene Mendes, diretora da creche, as crianças atendidas são altamente carentes. “Gostaríamos de atender todos que nos procuram, mas é impossível”, lamenta. Ela conta que há quase 500 crianças a espera de uma vaga na creche. “Todos os dias recebemos mães querendo matricular seus filhos. Como não temos condições de atender todos, fizemos uma lista de espera. Quando chega a vez da pessoa, uma assistente social vai até a casa dela verificar a situação social e econômica. Só acolhemos os mais necessitados”, acrescentou. A instituição também acolhe crianças encaminhadas pelo Conselho Tutelar.

Na creche, as crianças fazem quatro refeições. Ediene conta que quando a creche fecha nas férias, algumas crianças emagrecem e até adoecem. Ao todo, 18 funcionários trabalham no local. Todos têm carteira assinada e são pagos pela Lumen Dei. Ediene conta que as irmãs dão preferência na contratação de pessoas da comunidade.

Ajude

Quem quiser fazer doações, oferecer atendimento odontológico ou adotar simbolicamente uma criança – passando a ser responsável por todas as despesas dela – pode entrar em contato com a creche pelos telefones (61) 3465-6676, (61) 3465-4510 e (61) 8212-3637; ou pelo e-mail crechesaojoseoperario@hotmail.com.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

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