Tucanos correm ao tapetão. De novo

A ação movida pelo PSDB para que se investiguem os blogs de Paulo Henrique Amorim, Luis Nassif e outros mostra que o tapetão é o único ambiente onde os tucanos se sentem à vontade para fazer política. Sugerir que blogueiro de esquerda é “financiado”, seja por quem for, é coisa de analfabeto digital. Os blogueiros de esquerda PAGAM para blogar – seja em dinheiro, seja em tempo dedicado ao seu blog. Se há quem ganhe – e muito bem – para falar mal do governo e denegrir a imagem de inimigos do seu patrão é justamente o blogueiro da Veja, Globo, Folha e Estadão!


O problema dos tucanos é que a cada eleição que perdem são empurrados mais para a direita, se tornam menores e perdem o equilíbrio mental e emocional. Prato cheio!

Qual é o personagem do PSDB mais esculachado nas redes sociais? O político profissional, mafioso, que não tem escrúpulos, que é arrogante, mal humorado e vive se fazendo de vítima de complôs, dossiês etc? Aquele, que segundo Ciro Gomes, “passa com um trator em cima da própria mãe se for preciso”? Por que ele é o saco de pancadas preferido dos internautas – blogueiros ou não – sempre antenados, cheios de senso de humor e criatividade?

Deixa eu ver… Será aquele semblante acinzentado, cadavérico que lhe rendeu o apelido de Nosferatu? Serão as imagens dele enfiando o dedo no nariz em público? Aquela escorregada em escada rolante talvez? Ou será que é porque não sabe andar de skate? Será aquela lição errada de aritmética filmada numa sala de aula cheia de adolescentes ou é porque vira evangélico num passe de mágica? Será que é porque é contra o aborto mas fez com a esposa ou porque beija a própria mão, fingindo beijar a mão do povo? Será que é porque manda as meninas bonitas pedirem aos pretendentes que votem nele ou é porque passa noites em claro na Internet, dorme até tarde e não trabalha de manhã? Será que é porque diz que é engenheiro e economista mas nunca se formou em nenhuma dessas carreiras ou porque contrata “povo” para aparecer em seus comícios? Será que é porque chama o seu país de “Estados Unidos do Brasil” ou porque na sua gestão compra toneladas de lixo impresso da editora Abril, Folha e Estadão para que não falem mal dele e demitam quem ousar?
Mais para trás no tempo: Será que é porque abandonou a UNE e saiu correndo do Brasil no golpe militar ou porque passou muitos anos “exilado” nos EUA – justamente no ninho dos que conspiraram para instalar todas as ditaduras da América do Sul? Será que é porque vendeu empresas brasileiras a preço de banana no governo FHC ou porque tentou roubar créditos alheios (genéricos, AIDS, FAT)? Será que é porque prometeu que cumpriria mandato e descumpriu a promessa na cara dura? Ah! E a cereja do bolo: será que é por conta do episódio “bolinha de papel”, que virou jogo  e foi feito em parceria com a emissora de TV que é especialista em idiotizar seres humanos?
Todos estes feitos quixotescos foram amplamente registrados em fotografias, vídeos e áudios espalhados na Internet, em centenas de blogs, sites e portais, além de estarem registrados na memória das pessoas. Por isso ele é uma piada ambulante. Quer o que? Elogios? Admiração? De tanto se expor em campanhas eleitorais (presidencial em 2002, prefeitura de São Paulo em 2004, governo de São Paulo em 2006, presidencial em 2010), tornou-se “manjado” demais, caricatura de si mesmo.
O “coiso” – como é chamado nas redes sociais – é uma das maiores falsificações produzidas pela mídia em sua “época de ouro”. É do tempo dos currais eleitorais, do tempo em que “só acontecia se desse no JN”, como dizia ACM. Embora se esforce para parecer “moderninho”, o “coiso” é um dinossauro. Ainda vê o eleitor como gado e aposta em sua cegueira para roubar-lhe o voto.
Nem vou entrar no mérito de sua incompetência administrativa (que a imprensa paulista vive escondendo ou maquiando) e do fato de estar atolado em processos até o pescoço. Sem falar da CPI do Cachoeira que o detectou e já lhe faz sombra e da futura CPI da Privataria Tucana, onde terminará seus dias.
Como vocês podem ver, tem muito o que blogar sobre ele. Independente dos resultados de outubro próximo.

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