Todos têm chances de vitória


Todos têm chances de vitória
Pré-candidata não acredita em polarização na eleição para o GDF

Tamanho da Fonte Redação Jornal Coletivo

A renovação na Câmara Legislativa do DF promete ser recorde em 2014. Uma das parlamentares que descarta categoricamente a reeleição é a deputada Eliana Pedrosa (PPS), que hoje é pré-candidata ao Palácio do Buriti. Eliana, desde que entrou na política, é presença constante nas cidades do DF, escutando na ponta os problemas enfrentados diariamente pelos moradores.

Em entrevista exclusiva ao Jornal Coletivo, Eliana fala sobre o quadro eleitoral para outubro. Ela acredita que não haverá polarização e que pelo menos quatro candidaturas ao GDF devem prosperar com chances de vitória e que isso é bom para a cidade que está carente de novas ideias e que poderá fazer sua escolha sem ter de optar por apenas duas candidaturas.

Como a senhora avalia os últimos acontecimentos na Câmara? Parece que houve uma espécie de rebelião na base aliada ou não foi isso?
Não sei se foi uma rebelião. Os deputados têm de ser coerentes e se posicionar. Alguns discordavam do governo e se posicionaram. Talvez seja coisa pontual que vá se repetir ou não. Também tem a questão eleitoral. Ninguém pode se dar ao luxo de ir contra a opinião pública.

Falando em eleição, como está o cenário eleitoral na sua visão?

Embolado. Temos a tentativa de reeleição do governo, uma outra chapa montada por dois ex-governadores, e outras forças se mobilizando para consolidar candidaturas. Acho que teremos, pela primeira vez na história do Distrito Federal, quatro nomes concorrendo ao Buriti e com chances reais de sair vencedores nas eleições.

Então não haverá polarização como nos anos anteriores?
Na minha avaliação não. A polarização é ruim para a democracia. O debate tem de ser mais amplo. Todos os nomes colocados – seja o Fraga, o Reguffe, o meu nome ou Rollemberg – têm ideias consistentes para resolver o profundo caos urbano e social em que o DF está mergulhado. Todos nós também queremos fazer o melhor pelo nosso povo e sei que todos iremos ao debate defender a nossa gente.

Então sua candidatura está colocada?

Ninguém é candidato de si mesmo. Estamos tendo muitas conversas para compor um grupo com boas ideias para o DF. Meu nome está à disposição, sim, mas não sou prepotente ao ponto de fechar uma chapa sem ouvir as demais forças políticas. Não acho que é saudável fechar questão e achar que todos os demais atores têm de vir para o nosso lado por gravidade. Acredito no debate de ideias e é isso que estou fazendo.

E com quem a senhora tem conversado?

Com todos que, assim como eu, acreditam que governar é cuidar das pessoas. Então, precisamos convergir ideias nesse sentido. Queremos construir uma candidatura de grupo e que tenha um pensamento mais global e que entenda que o povo precisa de muitas obras, mas precisa também de escolas, creches, saúde e transporte de qualidade. Um pensamento que entenda que a violência não pode se alastrar igual rastilho de pólvora, como está acontecendo hoje. Precisamos de uma chapa que dê exemplo e orgulho para os cidadãos.

Mas voltando à CLDF, existe uma avaliação de que nesta eleição haverá uma renovação mais alta na casa do que a de anos anteriores. Como a senhora vê isso?
Temos muitos deputados fazendo bons mandatos, mas tem muita gente que corre por fora. Tenho dificuldade de avaliar. Meu sentimento é de que muita gente renovará o seu mandato. No final, acredito que a dança das cadeiras ficará no número histórico de 50% por cento mesmo. A população tem sofrido muitos revesses desde 2009 e está querendo mudanças, mas confio no nosso povo e sei que ele tem responsabilidade. Tem deputados que efetivamente fazem um bom trabalho e esses devem receber mais um voto de confiança da população.


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