Teias do destino em O Espetacular Homem-Aranha 2


João Rodrigues

Especial para o Jornal de Brasília

Quando estreou em 2012, O Espetacular Homem-Aranha teve a ingrata missão de reapresentar o mais popular herói dos quadrinhos do universo Marvel aos cinemas, apenas dez anos após o começo da trilogia do diretor Sam Raimi. 

As mudanças mais sentidas foram a saída do ator Tobey Maguire e a chegada de Andrew Garfield no papel do aracnídeo, além da mudança do par romântico do personagem – Gwen Stacy (Emma Stone) – primeiro grande amor de Peter Parker nas HQs, antes de Mary Jane (Kirsten Dunst), na trilogia anterior.

Livre desse fardo, o diretor Marc Webb (500 Dias com Ela) pôde respirar mais tranquilo em O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro, que estreia hoje nos cinemas. O mesmo pode-se dizer do roteirista James Vanderbilt, que escreve a trama.

O enredo une praticamente todos os personagens em uma enorme teia do destino que os leva a uma única pessoa: Peter Parker ou seu alter-ego. O longa começa no passado, com os pais do futuro herói sendo mortos a mando da empresa Oscorp por causa de algo que Richard Parker (Campbell Scott Michael) fez.

Nos dias atuais, Peter é feliz em sua vida aventureira, mas não consegue esquecer a promessa feita ao pai de Gwen, George Stacy (Denis Leary). Ele o vê em todo lugar reprovando o namoro com sua filha.

Vilão

Enquanto isso, Max Dillon (Jamie Foxx), um funcionário da Oscorp, é um tipo que passa despercebido por muitos, mas acaba se sentindo especial ao ser resgatado pelo Homem-Aranha. Max sofre um acidente e, após ganhar poderes elétricos, se torna o vilão Electro. Outro personagem é Harry Osborn (Dane DeHaan), dono da Oscorp, que procura o Homem-Aranha por acredita que o sangue do aracnídeo é a sua única esperança de não morrer por causa de experimentos aos quais foi submetido pelo próprio pai.

Curiosidades

A trama para o terceiro filme é revelada antes dos créditos com a participação de Rino (Paul Giamatti).

Cenas do filme X-Men – Dias de um Futuro Esquecido são exibidas durante os pós-créditos.

Apesar de os direitos cinematográficos dos heróis mutantes da Marvel pertencerem à Fox, essa foi uma condição imposta à Sony para que Webb pudesse dirigir filmes para as duas produtoras.

Sem isso, Espetacular Homem-Aranha 2 teria de procurar outro diretor.

Com muitos personagens

Após levar um bom tempo apresentando os personagens da trama, o filme traz as ameaças com as quais o herói terá de lidar, como o vilão Electro.

A quantidade de personagens usados em O Espetacular Homem-Aranha 2 pode fazer os fãs lembrarem o fracasso do último filme de Sam Raimi, Homem-Aranha 3, que se perdeu por envolver mais de um super-vilão. Mas o roteiro felizmente consegue dosar bem a participação de cada personagem e, no final das contas, não fica confuso, embora acabe precisando de aproximadamente duas horas e meia para tudo se desenvolver.

Os direitos do Homem-Aranha continuam com a Sony Pictures, mas o filme cumpre bem o objetivo da Marvel Comics de atrair cinéfilos para o mundo dos quadrinhos. Isso se dá devido a perfeita atuação dos atores em demonstrar os sentimentos de cada um por Peter. Como a Tia May (Sally Field), que deixa claro que ama Peter como se ele fosse seu filho, já que ela o criou. Peter tem raiva dos pais por terem o abandonado e sente que sua tia esconde alguma coisa.

Conflitos

Isso é o que mais representa o herói nos quadrinhos: problemas na vida pessoal e na de combatente do crime.

Mesmo as motivações que possam parecer toscas, como a razão pela qual Electro quer “fritar” o aracnídeo, fica bem representada. Jamie Foxx convence como alguém depressivo por não ser notado pelas outras pessoas e como isso o enlouquece junto com a descoberta dos poderes.

As cenas de ação ficam belíssimas com o 3D e a câmera captura bem os movimentos do herói como se o próprio estivesse filmando a si mesmo. Da mesma forma que ele faz ao se fotografar e vender as fotos para o jornal Clarim Diário, que é mencionado.

Por fim, O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro é uma boa pedida para os fãs do herói nos quadrinhos, mas também para os que querem conhecê-lo melhor. Para a alegria do público, o diretor já confirmou que haverá mais edições da franquia para os próximos anos.

Sucesso na bilheteria

O longa estreou bem de crítica nos Estados Unidos. Por lá, logo no primeiro final de semana, a produção levou milhares de fãs aos cinemas e arrecadou US$ 132 milhões, o equivalente a quase R$ 300 milhões. No Brasil, o filme deverá ter resultado semelhante de popularidade. Com trilha sonora feita pelo astro pop Pharrell Williams, com a música Here, e emoção do primeiro ao último minuto, os fãs têm tudo para aprovar a história de Marc Webb. Outra música na trilha é Just The Two of Us, do fenômeno teen P9. O grupo, formado por Gui, Igor, Jonathan e Michael estará em Brasília amanhã, às 11h50, para sessão do filme no shopping Pier 21 (Setor de Clubes Esportivos Sul).

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

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