Superávit: Arrecadação atinge valor recorde

Arrecadação atinge R$ 101 bilhões em outubro, recorde para o mês, e R$ 907 bilhões no ano. Mesmo assim, governo não conseguirá cumprir a meta de economia para pagamento de juro da dívida, de 2,3% do PIB. Brasilienses poderão acompanhar Impostômetro (foto: reprodução)

Implacável na cobrança de impostos, mesmo com a atividade econômica patinando, o governo federal arrecadou R$ 101 bilhões em outubro — o melhor resultado para o mês. No acumulado do ano, o desempenho também é recorde, R$ 907,4 bilhões, cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB). Se essa montanha fosse distribuída a todos os brasileiros, cada um receberia o equivalente a quase sete salários mínimos (R$ 4,7 mil)

Os números, celebrados por técnicos da Receita Federal, foram impulsionados pelas empresas, que desembolsaram R$ 5,2 bilhões a mais neste ano, mesmo com as desonerações tributárias dadas pelo governo. A arrecadação histórica não será suficiente, contudo, para garantir o cumprimento da meta integral de superavit primário (economia para pagar os juros da dívida pública), de 2,3% do PIB, devido à gastança, sem critério, do governo federal.

“Tivemos um mês de outubro muito bom. A lucratividade das empresas está melhorando”, explicou Luiz Fernando Teixeira, secretário adjunto da Receita Federal. “A expectativa é de que esse quadro positivo permaneça em novembro e dezembro. É uma sinalização”, disse. Apesar do otimismo, o Fisco mantém a previsão de crescimento das receitas para 2013 em 2,5% acima da inflação. Esse incremento não considera possíveis saltos na arrecadação por conta do refinanciamento de dívidas de empresas e bancos. Também exclui os R$ 15 bilhões referentes ao leilão do Campo de Libra, na Bacia de Campos, fatura a ser quitada em 27 de novembro.


 Informações do Correio Braziliense

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