“Sou candidato” a governador disse Joaquim Roriz,



“Sou candidato”


Com exclusividade ao Diário da Manhã, Joaquim Roriz, governador por quatro mandatos do Distrito Federal e ex-prefeito de Goiânia, afirma que será candidato. “As pesquisas e o apelo popular me motivaram a tomar a decisão. E tenho certeza que vamos ganhar

Joaquim Roriz (PRTB) afirmou com exclusividade ao Diário da Manhã: “Serei candidato a governador do Distrito Federal mais uma vez”. Roriz, que concedeu entrevista por telefone, direto de Brasília, já esteve no cargo por quatro vezes, a última de 2003 a 2006.

Roriz, afirmou que os planos de governo ainda estão sendo traçados, mas que a decisão já está tomada. “As pesquisas e o apelo popular me motivaram a tomar a decisão”, afirmou. A única certeza que o ex-governador diz ter é: “Vamos ganhar”.

Joaquim Roriz é filiado ao Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), um partido pequeno, segundo ele mesmo. “Mas em Brasília a política é diferente do restante do País, e a legenda que estou filiado não é o mais importante”. E salienta. “Eu e meus colegas de partido faremos do PRTB um partido muito grande”.

O ex-governador frisou ainda que pretende sair às ruas e saber o que o povo deseja para a o Distrito Federal. “Vou fazer o que povo quer para melhorar o DF. Não adianta ouvi-los e não fazer nada para melhorar a situação das pessoas”, afirmou Roriz ao DM.

Pesquisas

A campanha para governador do DF, já está nas ruas, mesmo faltando 11 meses para a disputa eleitoral. Como mostrou pesquisa publicada pelo Diário da Manhã no último dia 6, o ex-governador Joaquim Roriz, além de liderar as pesquisas, aumentou o percentual de intenção de votos na pergunta estimulada, de 21% para 27%, em relação a pesquisa feita pelo Instituto O Parlamento e publicada neste veículo no mês de setembro.

Quando a pergunta se refere aos possíveis quatro candidatos, o velho guerreiro da política brasiliense, que já governou a capital de todos os brasileiros por quatro mandatos chega a 32,20%. Neste caso, o segundo colocado é o deputado federal mais votado do Brasil, Antônio Reguffe do PDT com 22,08%. O governador Agnelo Queiroz(PT) pontuou com 14,28%; enquanto que, Toninho do PSol obteve 11,88%. A pesquisa com 2.500 questionários foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, sob o número 39.569/2013.

Os números da pesquisa mexeram de forma muito forte com o tabuleiro da sucessão rumo ao Palácio do Buriti. O ex-governador Joaquim Roriz disse ao repórter Walter Brito, que escreve matérias especiais para o DM, que fica feliz e satisfeito com o reconhecimento de sua luta durante os 14 anos que trabalhou a favor do povo de Brasília.

“Tenho 77 anos, portanto sou idoso, o que agradeço a Deus por ter chegado até aqui. Entretanto, junto com a idade avançada veio também a experiência. Como a minha cabeça está boa para dirigir e trabalhar pelo povo, continuarei na política. Pelos números da última pesquisa, a população de Brasília exige o meu retorno a vida pública. Já falei com a minha mulher a Weslian, com quem sou casado há 52 anos que, enquanto eu tiver saúde vou trabalhar para ajudar as pessoas do Distrito Federal, principalmente os menos favorecidos, que mais precisam do governo. Diga aí, no jornal Diário da Manhã, que nada impede minha candidatura, somente a vontade de Deus. Estou pronto para enfrentar mais uma eleição contra o PT e seus aliados”, concluiu.

Trajetória

Política

Joaquim Roriz iniciou sua trajetória política em Luziânia, onde foi eleito vereador nos anos 1970. Em 1978, candidatou-se a deputado federal por Goiás e venceu, assumindo em 1979. Roriz foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT), em Luziânia, em 1980.

Em 1982, foi reeleito deputado federal, com mandato até ano 1987, mas renunciou o cargo em 1986 para ser o vice-governador de Goiás até 1987.

Em 1987, teve breve passagem pela prefeitura de Goiânia, na qualidade de interventor. Em 1988, o então presidente da República, José Sarney, o nomeou governador do Distrito Federal, na época em que essa unidade da federação ainda não elegia o próprio governador, situação chamada popularmente de “governo biônico”.


Entre 15 e 29 de março de 1990, Roriz foi ministro da Agricultura e Reforma Agrária no governo Collor, renunciando ao cargo para disputar o governo do Distrito Federal.

Teve sua pretensão novamente ao Distrito Federal contestada pelos adversários sob o argumento de que, como já exercera o mandato há poucos meses do pleito, não poderia concorrer à reeleição para um cargo executivo. Contudo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) validou sua candidatura ao considerar que, no período em que Roriz governou o Distrito Federal, o fizera por nomeação e não por eleição.

Em outubro de 1990, foi eleito em primeiro turno pelo extinto Partido Trabalhista Renovador (PTR), após anos filiado ao MDB/PMDB. Na primeira eleição distrital para governador, Joaquim Roriz teve como vice-governadora Márcia Kubitschek, filha de Juscelino Kubitschek.

Em 1º de janeiro de 1991 (data prevista pela Constituição Federal de 1988), o Distrito Federal ganhou autonomia política, tal como as demais unidades federativas do País e, nesse mesmo dia, tomaram posse Joaquim Roriz e sua vice, Márcia Kubitschek.

Em 1994, o candidato a governador apoiado por Roriz, Valmir Campelo, perdeu as eleições. Com isso, Roriz entregou o governo a Cristovam Buarque (PDT) (então filiado ao PT).


Roriz é responsável por muitas obras na capital, pela fundação de muitas das cidades-satélites. É tido por seus aliados como um grande “tocador de obras”, como a Ponte JK, vários viadutos e o Metrô de Brasília o qual, em pouco mais de dez anos, consumiu bilhões de reais em recursos e já possui linhas mais extensas que o do Rio de Janeiro.

Volta ao cargo

Nas eleições de 1998, disputou contra Cristovam Buarque e foi eleito no segundo turno governador pelo PMDB, ao lado de Benedito Domingos (do antigo PPB) como vice-governador, em uma eleição ganha por pequena vantagem de votos (51,26% a 48,74%).

Em 2002 Roriz foi reeleito, derrotando no segundo turno Geraldo Magela, do PT. Roriz venceu mais uma vez, em disputa apertada, e assumiu seu quarto mandato como governador do Distrito Federal.

Após 13 anos intercalados como governador do Distrito Federal (1988/1990, 1991/1995, 1999/2006) Roriz renunciou em favor de sua vice, Maria Abadia para lançar-se candidato ao Senado Federal pelo PMDB em 2006. 


Senado

Em 2006, se candidatou ao Senado pelo PMDB e foi eleito em 1º de outubro do mesmo ano. Assumiu em 1º de fevereiro de 2007 e renunciou ao cargo em 4 de julho do mesmo ano, após denúncias de corrupção no chamado “escândalo do BRB”


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