Sobre Suape: “O governo federal não é nenhum credor do povo de PE”, afirma Mendonça Filho


Líder do Democratas na Câmara dos Deputados, Mendonça Filho (PE) denunciou os entraves burocráticos do governo federal que estão prejudicando o Porto de Suape (PE) após o novo marco regulatório do setor.

A crítica foi feita durante uma audiência pública na Comissão de Fiscalização Financeira proposta pelo próprio democrata com o ministro Antonio Henrique Pinheiro Silveira (Portos) e o diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Mario Povia, na tarde desta terça-feira (10).
“O Porto de Suape vem sendo subjugado por essa sanha governista em querer centralizar todas as decisões do país em Brasília. Antes da MP dos Portos, fizemos em Pernambuco a licitação do primeiro terminal de contêiner de Suape num tempo recorde. O segundo terminal, hoje, está empacado na burocracia do governo federal”, acusou…

Mendonça se refere às novas determinações que vinculam licitações de terminais portuários e de contêineres à administração federal. O parlamentar lembrou a importância da construção de Suape para o desenvolvimento do estado e como a burocracia federal está prejudicando na competição com portos privados.

“O Porto de Suape é fruto do esforço do povo pernambucano. Concebemos o modelo de porto-indústria com uma estratégia nossa. Fomos nós que atraímos em vários governos centenas de investimentos que criaram emprego e renda. Agora estamos perdendo espaço para portos privados que não precisam passar por todo esse processo centralizador e incompetente”, disparou o deputado.

Portos privados

Mendonça Filho enfatizou que não é contra a instalação de equipamentos privados no país, mas reclama que o governo federal está desequilibrando o jogo contra o próprio setor público.

“Se produziu dois mundos: um dos terminais privados que não participam de licitação publica, não pagam outorga, taxa de arrendamento… Ele se instala em algum ponto remoto? Não. Se beneficia da bacia de evolução do canal que é dragado e mantido pelo poder público. Fica ao lado de um porto público usufruindo dos benefícios que são públicos. É como colocar dois carros para competir: uma BMW e um fusquinha”, comparou.

A anomalia criada com a MP dos Portos, segundo Mendonça, precisa ser corrigida sob o risco de prejudicar toda a economia do estado de Pernambuco, bem como de outros estados que são dependentes da exportação.

“O governo federal não é nenhum credor do povo de Pernambuco. Fizemos o nosso dever de casa e hoje estamos vendo uma competição desigual. Não é justo que o porto pernambucano, em condições desfavoráveis, fique prejudicado pela incompetência centralizadora do governo federal”, concluiu.

Fonte: Portal Ucho.info – 11/06/2014

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