Será que o nazismo acabou mesmo?


Livro de Adolf Hitler está entre os mais vendidos em lojas virtuais

Da Redação / Foto: Thinkstock

O nazismo alemão culminou na Segunda Guerra Mundial, o maior conflito armado da História. Os horrores perpetrados pelo chanceler germânico Adolf Hitler (foto) são considerados por muitos um “ensaio para o Apocalipse” – inclusive, muitos chegaram a comparar o ditador ao próprio anticristo.

A comparação do terror nazista ao Fim dos Tempos não é de todo absurda. Principalmente na Europa, muitos puderam dizer que viram de perto, na década de 1940, os cavaleiros da guerra, da fome, da peste, da mortee seus horríveis efeitos.

Com a vitória dos Aliados, o nazismo e seus reflexos, como o fascismo, aparentemente acabaram.

Será mesmo?

Volta e meia, vemos notícias na mídia de atos hediondos dos chamados “neonazistas”. Muitos acham que são somente jovens e adolescentes problemáticos que veem na suástica, o símbolo máximo nazista (ostentado na braçadeira da farda de Hitler na foto), uma forma de representar uma rebeldia aparentemente sem causa. Às vezes isso procede mesmo, mas nem sempre.

O jornal inglês The Guardian publicou recentemente que a obra literária máxima de Hitler, “Minha Luta”, teve, nos últimos meses, um súbito aumento de vendas e de downloads pagos nas principais livrarias online do mundo. O livro, que evidencia os ideais de antissemitismo e racismo, entre outros, na época pré-guerra e durante a mesma, recebeu o absurdo apelido de “Bíblia dos Nazistas”, pois havia a obrigação não oficial de todos os seguidores e simpatizantes terem a obra. Estudantes o recebiam como presente de formatura e noivos como prenda de casamento. Nem recém-nascidos escapavam do “presente”. Enquanto isso, várias outras obras literárias de outros autores eram queimadas em praça pública pelos oficiais da suástica.

Inflamados pelo que era ditado no guia ideológico “Minha Luta”, os germânicos transformaram os ideais seguidos por Hitler em ação, tornando realidade um dos mais vergonhosos períodos da História humana. Parece que atualmente muitos partidários dos absurdos nazistas estão lendo o livro de Hitler na segurança do anonimato em seus smartphones, tablets e computadores, baixado a menos de 1 dólar ou 1 libra. Segundo o Guardian, um site norte-americano, o Vocativ.com, publicou que versões livres da obra já foram baixadas mais de 100 mil vezes nos últimos meses, sobretudo nos Estados Unidos e na Inglaterra, curiosamente os dois maiores líderes entre os países que venceram o Eixo do Mal (Alemanha, Itália e Japão) na Segunda Guerra.

“Minha Luta” tem sido vendido em várias línguas nas livrarias virtuais, no tradicional formato em papel, como audiolivro e e-books.

Os ideais nazistas cresceram muito quando a Alemanha estava em recessão após perder a Primeira Guerra Mundial e passou pela famosa Grande Depressão, ferindo o orgulho dos alemães e inflamando-os a atitudes extremas. Talvez não por acaso estejamos vendo uma repetição do quadro: uma recente crise financeira mundial e o aumento pela procura da obra de Hitler.

A procura por ideais desumanos em um cenário nada favorável requer atenção redobrada nessa época deesfriamento do amor e do respeito, em que muitos têm se afastado de Deus e se aproximado de falsos ensinamentos de pessoas com grande poder de convencimento, vivas ou mortas, cujas ideias continuam a se espalhar.


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