Será que o brasiliense sabe para onde vai o lixo de casa?


Será que o brasiliense sabe para onde vai o lixo de casa?

Soraya Sobreira

Você sabe para onde vai o lixo que produz em casa? De acordo com a pesquisa do Ibope Inteligência, realizada a pedido da ONG WWF, um em cada três brasileiros (34%) não sabe ou não respondeu a essa questão. Em relação à coleta seletiva, 71% sabem o que é, mas 64% não têm o serviço à disposição – como é o caso do brasiliense. Mas a expectativa é de que esse cenário mude em breve. Nesta segunda-feira, será dado prosseguimento à abertura das propostas das empresas interessadas em fazer a coleta seletiva na capital. O governo estima que o serviço tenha início em abril.

No DF, depois de serem recolhidos por um caminhão, os resíduos vão parar diretamente no Lixão a céu aberto, na Estrutural. O processo agride o meio ambiente, além de expor adultos e crianças a possíveis contaminações. Atualmente, são 1,5 mil catadores no local.

Hoje, apenas 3% de todo o lixo coletado é reciclado. Para mudar essa realidade, o edital lançado pelo Serviço de Limpeza Urbano (SLU) divide a região em quatro grandes lotes, conforme a capacidade de geração de lixo seco (reciclável) em cada ponto. Assim, a coleta seletiva atenderá todo o DF, em vez de apenas alguns pontos, como ocorre atualmente.

Diariamente, mais de 2,7 mil toneladas de resíduos são produzidas na capital, além de 7 mil toneladas da construção civil. A prometida desativação do Lixão da Estrutural deve ser concluída até junho. “Brasília nunca teve uma coleta seletiva, não tem tratamento de resíduos. Considero um absurdo até hoje não ter no Distrito Federal um aterro”, dispara o coordenador do Núcleo de Estudos Ambientais na Universidade de Brasília (UnB), Gustavo Souto Maior.

Se depender dos resultados da pesquisa encomendada pela ambientalista WWF, a coleta deve funcionar: 85% se mostram interessados em fazer a separação do lixo de casa.

Separação ainda em vão

O representante da WWF Brasil, Fábio Cidrin, aponta que há cidadãos dispostos a participar da coleta seletiva, mas o poder público não contribui. “Muitos se desestimulam, pois fazem a separação do material em vão”, destaca.

O auxiliar de serviços gerais Josildo Andrade, 27 anos, conhece a importância da separação do lixo. “O que eu puder separar para reciclagem, eu faço. Garrafas PET e latinhas, tanto da minha casa como das ruas, eu recolhido”, conta.

Com a venda, ele consegue ter um ganho mensal médio de R$ 80. “Minha profissão não é essa, mas considero importante tratar o lixo que produzimos com muita responsabilidade”, ressalta. Contudo, Josildo não sabe se no DF há aterro ou lixão a céu a aberto: “Eu não faço a mínima ideia do que acontece depois que o lixo sai da minha casa, mas procuro fazer a minha parte”.

Aterro
Em continuidade ao projeto do aterro sanitário de Samambaia, na próxima quarta serão abertas as propostas das empresas interessadas na construção do espaço. A obra, apesar da polêmica, já que a comunidade local é contra, tem o objetivo de cumprir a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que tem como uma das metas acabar com os lixões até agosto de 2014.

O Serviço de Limpeza Urbna (SLU) diz que o GDF cumprirá o prazo para eliminar o Lixão e substituí-lo pelo aterro antes de 2014, se antecipando ao que prevê a lei. “Em julho de 2013 o aterro sanitário oeste estará pronto e a coleta seletiva começa a ser implementada a partir de abril”, garante o órgão, em nota.

Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br

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