Seops prende quatro por venda ilegal de uniformes e ingressos


Seops prende quatro por venda ilegal de uniformes e ingressos
Os uniformes eram vendidos pelos três argentinos na praça de alimentação da Torre de TV. O preço do artigo esportivo variava entre R$ 50 e R$ 70

Agentes da Secretaria da Ordem Pública e Social (Seops) conduziram à delegacia três argentinos e um brasileiro duas horas antes da partida entre Argentina e Bélgica, pela Copa do Mundo, ontem (5), no Mané Garrincha. Os detidos comercializavam, ao todo, três ingressos e 31 camisetas falsificadas da seleção argentina.

Os uniformes eram vendidos pelos três argentinos na praça de alimentação da Torre de TV. O preço do artigo esportivo variava entre R$ 50 e R$ 70, enquanto o original oferecido em lojas convencionais custa mais do que o dobro desses valores.

Tudo seguiu apreendido para a Delegacia de Combate aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DCPim), no prédio do Departamento de Polícia Especializada (DPE).

Os vendedores prestaram depoimento, assinaram termo circunstanciado pelo crime de violação de marca e, em seguida, foram liberados. Posteriormente, poderão ser chamados pela Justiça brasileira. O delito prevê, em caso de condenação, pena de um a três meses de prisão ou o pagamento de multa.

A DCPim também recebeu o brasileiro detido pelos agentes da Seops, que são policiais militares, próximo ao estádio, pela venda ilegal de ingressos da partida desse sábado.

O acusado confessou aos agentes que adquiriu os bilhetes ao preço de R$ 160, cada, mas não informou a origem deles. Cada ingresso chegaria ao torcedor por R$ 350.

O vendedor acabou autuado com base no Estatuto do Torcedor, lei que estabelece pena de um a dois anos de prisão e multa ao responsável pelo superfaturamento na venda de ingressos de eventos esportivos.

Os policiais da DCPim apreenderam, ainda, outros 14 ingressos nas imediações do estádio.

Histórico

No dia 23 de junho último, pouco antes da partida entre Brasil e Camarões no Mané Garrincha, a Seops apreendeu 60 produtos entre camisetas da seleção brasileira, bonés com emblemas da FIFA e caxirolas – instrumento musical do tipo chocalho criado especialmente para o evento.

Três vendedores foram detidos e um deles permaneceu preso porque estava com mandado de prisão em aberto pelo não pagamento de pensão alimentícia.

Reforço na fiscalização – Para garantir a organização dos espaços públicos da Capital durante a Copa do Mundo, cerca de 400 servidores da Seops, da Agência de Fiscalização (Agefis) e da Polícia Militar estão mobilizados para impedir as publicidades irregulares, a atuação de guardadores e lavadores de carros desautorizados, o comércio de rua e os produtos falsificados.

A fiscalização está redobrada nos 30 dias do torneio, mas fica intensificada nos dias de jogos no Mané Garrincha. O plano operacional abrange a chamada área de restrição comercial, que inclui as imediações do estádio, a Torre de TV, o Eixo Monumental, a Rodoviária, os setores hoteleiros e o Parque da Cidade.

No perímetro está liberada apenas a comercialização de produtos licenciados pela FIFA. Os ambulantes devem obter autorização junto à Coordenadoria das Cidades.

Fonte: Seops-DF

About A Politica e o Poder

%d blogueiros gostam disto: