Sem apoio de militantes, Jefferson diz que vai vender propriedades para pagar STF


Por Redação – de Brasília e Rio de Janeiro

Jefferson e Dirceu integravam o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em seu primeiro mandato

Sem militância capaz de realizar as proezas que filiados e simpatizantes do Partido dos Trabalhadores (PT) têm conseguido nas doações aos líderes presos por determinação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, o presidente de Honra do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Roberto Jefferson, voltou a negar, neste domingo, a intenção de abrir um site para angariar fundos e pagar a multa avaliada, inicialmente, em R$ 720,8 mil. Com as doações contabilizadas neste final de semana, segundo fontes no PT, o ex-ministro José Dirceu já teria arrecadado mais de R$ 500 mil. Na sexta-feira, o volume de arrecadações já havia superado os R$ 300 mil. O petista precisará pagar R$ 971 mil à Justiça.

O site Apoio a Zé Dirceu traz uma declaração do líder petista do dia 15 de novembro do ano passado, quando foi determinada sua prisão, na qual ele questiona o julgamento e sua condenação: “Não me condenaram pelos meus atos nos quase 50 anos de vida política dedicada integralmente ao Brasil, à democracia e ao povo brasileiro. Nunca fui sequer investigado em minha vida pública, como deputado, como militante social e dirigente político, como profissional e cidadão, como ministro de Estado do governo Lula. Minha condenação foi e é uma tentativa de julgar nossa luta e nossa história, da esquerda e do PT, nossos governos e nosso projeto político”, disse ele na ocasião.

Para os organizadores do site, a contribuição de cada um representa muito mais do que um gesto financeiro, “representa antes de tudo um gesto humano e político”.

Sem militância

Delator do chamado ‘mensalão’, ou ‘mentirão’, segundo alcunha talhada pela colunista Hildegard Angel, o ex-deputado Roberto Jefferson reafirmou, em nota publicada em seu blog, neste domingo, que não pretende fazer vaquinha, como os petistas condenados na Ação Penal 470, para conseguir pagar sua multa. Segundo o petebista, cuja denúncia sustenta a tese defendida por Barbosa da compra de votos de parlamentares, ele espera vender um escritório no Rio, para cobrir 50% do valor da multa. Mesmo sem promover um pedido publico para atingir o valor total da multa, Jefferson espera receber “contribuições de colegas do PTB” e promete enviar nome e CPF ao STF de todos aqueles que venham a contribuir.

“Tudo às claras”, como afirma o título da nota reproduzida a seguir:

“Na entrevista que dei ao repórter Cássio Bruno, publicada hoje em “O Globo“, reiterei que já estou tentando vender meu escritório no Rio, cujo valor, penso, deve cobrir 50% da multa que me foi imposta pelo STF. Afinal, a punição requer perdas. E reafirmei ao “Globo” que, para pagar o restante, pedirei ajuda aos companheiros do meu partido e aos amigos mais próximos. Não farei campanha de arrecadação virtual, e assim que conseguir reunir os recursos e pagar a multa, pretendo enviar ao STF lista com o nome e o CPF de todos os que me ajudaram”.


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