Romário e vinte anos depois do tetracampeonato mundial


Romário se tornou herói ao levar o País ao tetra. Hoje, 48 xarás tentam repetir sucesso

Marcus Eduardo Pereira

Há aproximadamente 20 anos, o País deixava para trás um jejum de 24 anos sem um título mundial de futebol. O ano de 1994 ficará marcado na lembrança do brasileiro, principalmente por conta de um baixinho atrevido que carregou nas costas um desacreditado escrete canarinho.

Romário foi, sem dúvida, o ator principal da Copa do Mundo nos Estados Unidos e o melhor do mundo naquele ano. Com a camisa 11, resgatou a alegria do povo em acompanhar a seleção, já que o pedido por sua convocação veio quatro anos antes, na Copa disputada na Itália.

Sucesso no Vasco, no PSV e no Barcelona, Romário foi o xodó brasileiro. Não a toa que “pipocaram” recém-nascidos homenageando o craque.

Vinte anos depois do tetracampeonato mundial, os pequenos Romários cresceram, estudaram e, muitos deles inspirados talvez nas histórias que seus pais contavam, buscaram o caminho da bola.

Em pesquisa junto ao site da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o Jornal de Brasília contabilizou 48 Romários atuando no futebol profissional. Na conta entram atletas na faixa etária entre 18 e 24 anos.

Ente os estados com mais Romários atuando estão Rio de Janeiro e São Paulo. No estado carioca, são seis – somando a primeira e a segunda divisão -, enquanto na “terra da garoa” foram listados 12 Romários entre todas as divisões de acesso até a Série A.

Romários no DF

O certame local pode não ser o mais atrativo, mas está entre os que contam com mais homenagens ao Baixinho.

Ao todo, cinco Romários atuam na capital. Entre eles, um com DNA verdadeiro. Atacante assim como o pai, Romarinho atua pelo Brasiliense pelo segundo ano consecutivo. Ele veio parar em Brasília, inclusive, depois de seu pai se desentender com Roberto Dinamite, presidente do Vasco, além de se profissionalizar no futebol e ficar mais próximo de seu progenitor. No Rio de Janeiro, o atleta do Jacaré ficou “preso” nas categorias de base do Cruz-maltino.

O nome forte até hoje não rendeu nenhuma comparação com o original. Nenum dos Romários que têm surgido no futebol nacional consegue emplacar um carreira de maior sucesso.

Atualmente, Romarinho ocupa a reserva do Jacaré, enquanto outros são verdadeiros desconhecidos. O mais famos até o momento é Romarinho , do Corinthians.

Campeão da Libertadores e do Mundial pelo clube, tem perdido cada vez mais espaço na equipe. Ao que tudo indica, o nome do craque deve pesar para os xarás.

Orgulho para a família
Para o jovem Romarinho, que ainda inicia sua tragetória no futebol profissional, as homenagens feitas a seu pai são mais do que merecidas. “Sinto um orgulho muito grande pela história do meu pai ter tantos Romários por aí”, comentou o atacante.

Romarinho garante que o orgulho não é exclusivo. Assim como ele, os outros xarás gostam muito do nome e da homenagem ao craque do tetracampeonato mundial.

“É uma felicidade para toda a família, pois todos esses nomes que surgiram são por causa do que ele fez”, afirma o jogador do Brasiliense.

Romários gringos

A idolatria pelo baixinho não lhe rendeu homenagens somente no País do Futebol. Mundo afora, milhares de fãs da época de Barcelona e PSV, clubes em que Romário defendeu no auge da carreira, também veneram o ex-craque.

Na mesma linha dos 48 Romários brasileiros, o zagueiro holândes Romário Sabajo também é fruto de uma homenagem. Nascido em 1989, o xará holandês é de ascendência do Suriname e teve seu nome colocado por seu pai e irmão mais velho, ambos fanáticos pelo baixinho.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

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