Rio de Janeiro Orçamento da Olimpíada sobe a 7 bilhões de reais, diz comitê Rio 2016


Valor é 1,4 bilhão de reais mais alto do que o previsto na época da candidatura
Daniel Haidar, do Rio de Janeiro

Logo da Olimpíada do Rio 2016 (Armando Paiva/Fotoarena)

O orçamento da Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro, foi reajustado em 1,4 bilhão de reais. Em entrevista coletiva nesta quinta-feira, o Comitê Organizador Rio 2016 declarou que a previsão de despesas subiu para 7 bilhões de reais – quando a candidatura foi lançada, em 2008, a estimativa inicial era de 5,6 bilhões de reais. É uma elevação de 25% frente ao valor inicial, mas houve mudanças na composição da arrecadação prevista.

Segundo Sidney Levy, diretor-geral do Rio 2016, as despesas vão aumentar devido à evolução dos salários acima da inflação e a despesas maiores do que o esperado com tecnologia e segurança. Apesar de prometer transparência na divulgação do orçamento, ele não detalhou quais serviços e produtos encareceram especificamente, nem cotações de fornecedores. Também serviu de justificativa a inclusão de quatro novos esportes: golfe e rugby nos Jogos Olimpícos, paracanoagem e paratriatlo nos Paraolímpicos.

Mas os 5,6 bilhões de reais previstos inicialmente embutiam um aporte de 1,4 bilhão de reais no Comitê Organizador, dividido igualmente por prefeitura, governo estadual e governo federal. Só que esse subsídio não existe mais na nova estimativa, de 7 bilhões de reais. Se comparado o orçamento olímpico sem recursos públicos, de 4,3 bilhões de reais em 2008, a nova previsão de gastos é 63% superior. Ou seja, cresceu quase o dobro da inflação medida pelo IPCA de janeiro de 2009 a dezembro de 2013, que foi de 32%.

O detalhamento das despesas ainda não está claro. Nenhum diretor do Comitê Organizador quis explicar aos jornalistas nesta quinta-feira se obrigações do Comitê Organizador foram transferidas ao poder público. Alegaram que isso seria divulgado na semana que vem.

Além dessas despesas operacionais, feitas diretamente pelo Comitê Organizador, há ainda o orçamento não olímpico, com obras de infraestrutura bancadas pelo poder público. Na época da candidatura, há seis anos, esse valor foi calculado em 23,2 bilhões de reais. Uma previsão mais atualizada deve ser divulgada na próxima semana, em documento chamado de matriz de responsabilidades.

“Em comum acordo com o governo, não vamos receber aporte dos cofres públicos. Todas as despesas que o governo for executar estarão incluídas na matriz das responsabilidades”, afirmou Levy.

Projeção divulgada pelas autoridades municipais do Rio mostra como deve ficar uma das regiões transformadas pela Olimpíada de 2016 – Empresa Olímpica Municipal/Divulgação


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