Querem mudar a cabeça dos nossos filhos. Você acha isso justo?


Querem mudar a cabeça dos nossos filhos. Você acha isso justo?
Cartilha dá detalhes para as crianças sobre a masturbação, o prazer e o ato sexual
Por Ivonete Soares / Fotos: fotos: Reprodução Rádio Catarinense – Douglas Gomes


Você já imaginou seu filho de apenas 8 anos de idade chegar da escola com uma cartilha contendo informações sobre educação sexual e ilustrações para lá de explícitas e até inapropriadas para a sua faixa etária? E pior: distribuída pela própria instituição onde ele estuda? Como você reagiria?

Foi com profunda indignação que uma dona de casa do município de Joaçaba, em Santa Catarina, em meados do ano passado, se deparou com a cartilha “Tô crescendo” na mochila do filho, de 8 anos.

Essa publicação em especial (pois há muitas outras) – uma espécie de revista em quadrinhos – foi editada e distribuída pelo governo federal por meio do Ministério da Saúde há alguns anos e entregue em escolas de todo o País, com o objetivo de orientar crianças sobre sexo e outros assuntos relacionados. Ocorre que, pouco tempo depois, foi recolhida, mas muitos exemplares ficaram encalhados nas bibliotecas.

Nessa escola de Joaçaba, por exemplo, as cartilhas estavam há bastante tempo por lá e, por isso, foram entregues pela diretora aos alunos, causando todo esse mal-estar entre os pais.

A verdade é que estão querendo descentralizar a educação dos nossos filhos e promover, cada vez mais, ideologias (leia boxe ao lado) que nada têm a ver com a família tradicional. Além dessas cartilhas, sabe-se que há várias investidas para “educar” crianças entre 6 e 12 anos sobre sexo e, por conter ilustrações e textos com linguagem de fácil compreensão, qualquer criança nesta idade – apesar da complexidade do assunto – consegue entender perfeitamente o recado.

Masturbação, prazer e o ato sexual em si são assuntos abordados de forma natural que chocam até os adultos. Imagine uma criança.

“Estão querendo, de forma precoce, tirar o direito que temos de educar e ensinar os nossos filhos com valores e princípios, bem como tratar de assuntos que só cabem a nós, pais e familiares, passarmos, porém, o fazemos no tempo certo e não a uma criança de 6, 7 anos, como tem acontecido aqui – em Aragarças, em Goiás – e em diversas partes do Brasil”, afirma Sérgio Arantes, presidente do Conselho Municipal de Educação e representante dos pais na cidade.

De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde, o kit com histórias em quadrinhos sobre orientação sexual nas escolas e todo material de educação sexual foram suspensos desde março do ano passado e não houve mais nenhuma edição do material nem distribuição dele. Se, porventura, há algum material ainda sendo distribuído, garante, é de responsabilidade das escolas.

Sob a óptica cristã

Para a advogada e defensora da família tradicional Damares Alves, que tem levantado a bandeira contra o que ela chama de “políticas públicas educacionais que fazem apologia à erotização de crianças e adolescentes no Brasil”, é inadmissível continuarmos aceitando esse tipo de imposição contra as nossas crianças.

“Mesmo que algumas cartilhas não sejam distribuídas, algumas estão à disposição em links no portal do Ministério da Educação (MEC) e o professor pode imprimir e distribuir em salas de aula. São cartilhas, no mínimo, agressivas, como a de um desenho animado em que um menininho se masturba”, lamenta.

Para o bispo Aroldo Martins, da Universal, o assunto é bastante complexo e revolta pais e responsáveis como um todo, independentemente do credo religioso. Por isso, tais conteúdos e ensinamentos quebram barreiras tradicionais estabelecidas pela família, principalmente se os materiais usados não são apropriados para a idade das crianças que os estão recebendo.

“A educação sexual deve ser deixada para a família, até porque é dela o direito de falar deste assunto quando, onde e no momento que julgar necessário, sem a interferência de terceiros. Já a educação sexual de jovens, por exemplo, a partir de uma certa idade, se faz necessária até para impedir e minimizar problemas como transmissão de doenças e gravidez precoce e indesejada”, comentou o bispo, acrescentando que a educação sexual deve ser deixada para a família e os pais, que, por sua vez , deveriam receber material coerente para lidar cuidadosamente com esse assunto.

“Ideologia de gênero”: será o fim da família?

Você já ouviu falar do Plano Nacional de Educação (PNE)? Ele estabelece diretrizes e estratégias para o ensino no Brasil nos próximos dez anos, trata de temas importantes relacionados à educação em todo o País e, atualmente, está sendo discutido e votado em Brasília.

No entanto, um movimento para a inclusão da “Ideologia de gênero” nesse PNE tem indignado as pessoas que preservam a educação dos filhos nos moldes tradicionais.

Para um dos membros da Comissão Especial que analisa o PNE na Câmara, o deputado federal Antonio Bulhões (PRB-SP), a perigosa “Ideologia de gênero” ensinará, em matéria sexual, que não há distinção entre homem e mulher segundo a natureza, buscando, assim, eliminar a ideia de que seres humanos se dividem em dois sexos.

“É algo antidemocrático, antinatural e anticristão. Por isso, tenho me empenhado para tirá-la do plano. E quem também deseja manifestar-se contra a inclusão dessa ideologia pode entrar em contato pelo portal da Câmara (site: http://goo.gl/YgfApn) e cobrar dos seus representantes uma solução”, conclui.


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