Quem será o próximo governador do DF?

Foto


 
  Senhores fechem os olhos e tampe os ouvidos, digo apertem os cintos: Foi dada a largada sobre a corrida ao Palácio do Buriti. Isso é fato e o quadro começa a se desenhar.

Filippelli & Liliane Roriz;
Rogério Russo & Liliane Roriz;
Reguffe & Rolemberg;
Reguffe & Toninho do Psol;
Reguffe & Augusto Carvalho;
Agnelo & Filippelli;
Agnelo & Magela;
Toninho do Psol & Alberto Carvalho;
Izalci & Alberto Fraga;
Izalci & Gim;
Agnelo & Gim Essas são as possibilidades mais viáveis de se competir, qualquer alteração nesse eixo é mera especulação e balão de ensaio. Vejamos:

PT– Leva vantagem, pois possui um quinhão de filiados que estão na máquina governamental, Governo Federal e Governo do DF: Seja como cargo comissionado seja como terceirizado. Somando-se aí os mais de 100.000 (de acordo com dados do governo) pessoas que recebem bolsas do governo. É uma porção de cabos eleitoras que não se pode desprezar. Terá, também, um excelente tempo de mídia para dar o seu recado, além do punhado de dinheiro para a campanha. Isso sem falar nas dezenas de bilhões do GDF para gastar em nome do Estado.

Mas nem tudo são flores para o PT, a inoperância do GDF em resolver os problemas da saúde, da segurança, dos transportes públicos – preocupa-se apenas com a copa, como se isso fosse prioridade para o povo do DF – e as constantes greves dos professores pode levá-lo ao ostracismo, assim como aconteceu com o Cristovam em 1995/1998, passou três anos sem se dar conta dos problemas do DF, veio a fazê-lo somente no último ano, como se governar fosse só no último ano de governo.
Na outra vertente, seus aliados mais de 60% faziam parte do Grupo do Roriz e mais tarde do Arruda. Isso mostra fragilidade, pois esse pessoal se mantém ao seu lado apenas por conta dos cargos que lhes são ofertados: não há fidelidade. Tiram-lhes os cargos que perderá o apoio. Vão para aonde o vento assoprar.

Agnelo– Herda o dote do PT e deve continuar a dobradinha Agnelo e Filippelli ou Agnelo e Magela, caso Filippelli voe para o ninho do Roriz. Ou quem sabe, Filippelli e Magela. Outra hipótese é Agnelo & Gim.

Roriz– No DF é mais que um nome, é um Partido. Fez história na política do DF como ninguém, assim como o Lula carrega dois enigmas: amor e ódio. Os Petistas/Comunistas o odeiam. Estranho nisso é que Roriz tem em seus programas de governo a mesma proposta do PT, então porque o ódio?
Roriz, também, possui uma legião de seguidores, os petistas naufragaram sua pureza, logo todos agora são iguais. O debate e embate vai ser quem fez e quem é capaz de fazer.

Roriz, na última eleição para governador, atropelou o PT e PMDB e o resto, e levou a desconhecida – na vida pública – sua esposa ao segundo turno, ainda elegeu duas de suas filhas ao Legislativo – Nacional e do DF. Em que pese isso ter causado fissura em seus aliados, pois alguns Candidatos a Deputados ficaram a mercê da própria sorte: Daniel Marques, Laerte Bessa e o filho do Karim Nabut, por exemplo.

Porém, a vaidade e a falta de humildade são capazes de levar os “Reis” ao calabouço. Roriz que sempre se fechou com seu grupo, menosprezando aos Partidos e a base – só os procuravam quando estava no sufoco e depois lhes davam as costas -, dividiu seus seguidores: Determinou que um grupo ficasse com Arruda o outro com Abadia, deu no que deu. Não tardou muito o castigo veio. Cai-te a ti mesmo, e depois despencou seu pupilo: Arruda.

Filippelli – Se tornou, assim como o PMDB, o parceiro “cobiçado” que todos querem, mas para coadjuvante. Com mão de ferro segura as rédeas do PMDB-DF por anos. Diferentemente de Roriz, Filippelli soube conversar com a base, sempre estava lá. Conhece a quase todos os membros dos Diretórios das Zonais do DF, e fez como poucos a aproximação dos vários segmentos do partido. Exceto aqueles que procuravam isolar Roriz da base, intuindo que Roriz ele era maior que o Partido, talvez fosse, mas a falta de humildade os decapitaram.

Um provável retorno ao grupo de Roriz, só deve ocorrer se Filippelli sair como candidato ao Governo do DF, tem capacidade e competência para isso. As turvas provocadas entre Roriz e Filippelli acredita-se que já foram superadas – para desespero daqueles que isolam Roriz -. Sabe-se que isso foi provocada por pessoas que queria ser o herdeiro do espolio eleitoral de Roriz. Deram-se mal, caíram-se todos. Filippelli está aí firme e forte e sendo o fiel da balança.

Reguffe– A esperança da classe média, porém, não tem recursos financeiros e nem há disposição de seu partido para enfrentar o PT nacional. Tornou-se uma figura apagada. Na privatização da aposentadoria dos servidores públicos não se viu manifestação de sua parte.

Seu discurso se mostra apenas na seara da honestidade, moralidade e da ética no serviço público – isso é obrigação de todos; não é qualidade: Trabalhador, assíduo no congresso, devolve o excedente da verba de gabinete, aprova uma emenda aqui outra ali. No mensalão do PT ficou escondido.
Terá dificuldade em levar suas propostas às camadas menos favorecida, não acredito que haverá uma legião de seguidores que abraçarão sua campanha de graça – isso seria o ideal para se eleger qualquer agente político.

Com o declínio do Agnelo, se fizer uma dobradinha com Rodrigo Rolemberg ou Toninho do Psol e tiver adesão do seu partido, pode ir para o segundo turno. Mas para pavimentar essa estrada haverá muito buracos para tampar e vaidades para aplainar. Por outro lado, é provável que não haja espaço para ser candidato – lamentável –, por isso deve se ajustar com o Chico Leite e sair candidato ao Senado e o outro a Deputado Federal. Os dois são promissores e quem sabe em 2018 podemos ver essa dupla a dar eco nos quatros quantos do DF. Se Chico mudar de partido.

Rodrigo Rolemberg–
Não tem nada a perder, após 2014 terá mais quatro anos de mandato, logo deve sair candidato para tentar se firma para 2018 e abrir vitrine para seu partido, além disso, se Eduardo Campos sair candidato a Presidência da República – algo muito difícil – aí que sua candidatura se firmará. Não deve aceitar ser vice de ninguém, pois isso não surtirá efeitos políticos. Sua proposta: Eleição direta para Administradores da ARs no DF é fraca e não resolver os problemas estruturais das cidades satélites http://docafezinho.com.br/?p=23133. Noutra vertente, também, não se pode esquecer que Rodrigo fazia parte do Governo Arruda, mais tarde do Agnelo, abandou a todos no final.

Rogério Russo– Seu partido foi um dois mais vitoriosos na eleição do entorno em 2012, é carismático, está nas redes, mas isso não é o suficiente para bancar uma cabeça de chapa. Só terá chances se tiver o apoio do Roriz, numa eventual chapa Russo & Liliane. Com o retorno de Filippelli à Roriz fica descartado a junção Rogério & Liliane, porém, esse deve fazer parte do grupo do Roriz e deve sair candidato a Deputado Federal, cujas chances são ótimas. É novo e pode esperar.

Toninho do Psol
– Se fizer uma dobradinha com Reguffe e tiver o apoio do PDT nacional, coisa difícil, pode chegar ao segundo turno, qualquer coisa fora disso, vai ficar apenas na terceira via viável.

Izalci– Provavelmente, para dar palanque ao candidato do PSDB a Presidência da República no DF, deve sair candidato ao governo do DF – mesmo com o retorno de Abadia à politica -, numa possível parceria com Alberto Fraga. Algo fora desse pensamento não há condições de prosperar. Porém, resta saber se ambos estão dispostos a irem para o sacrifício, ou seja, deixar uma cadeira quase garantida na Câmara para se aventurar a dar visibilidade à candidatura do PSDB, que parece que vai naufragar.

Abadia:
Assim como boa parte dos aliados que foram traídos por Roriz, não esqueceu as fendas deixadas na eleição de 2006, portanto, no máximo deve sair candidata a Câmara dos Deputados ou a Distrital – é carismática e ainda tem um bom número de seguidores, a Governador ou a Vice só se for para ajustar a campanha para Presidente da República do PSDB.

Arruda– Se não existir impedimento da justiça e se a humildade lhe couber, deve sair candidato a Deputado Federal, tem porção eleitoral para se eleger. Deve buscar um foro privilegiado, deve ficar no anonimato, agindo apenas nos bastidores. Uma pena o que lhe aconteceu, possui potencial para ótimo gestor público, mas isso é a maldição do financiamento de campanha que todos que precisa do financiadores de campanha estão sujeitos, e a necessidade de apoio para governabilidade.
Sair candidato a governador será suicídio, mesmo que ganhe, vão lhe cassar.

Paulo Octavio– Assim como Arruda, se não houver impedimento do judiciário deve sair candidato ao Senado, tem cacique para isso, porém, talvez queira retornar a política com humildade e sair candidato a Deputado Federal. Seja num seja no outro vai dar trabalho para seus concorrentes.

Luiz Estevão– Autossuficiente, independente, inteligente não aceita ordens, principalmente de políticos que acha que sabe e que se diz ter domínio sobre as pessoas. Assim como Paulo e Arruda, se não houver impedimento da justiça e se resolver sair candidato será apenas para mostrar que seu império eleitoral não foi desmoronado. Por isso, não vai querer entrar na jaula dos “Leões” –(Congresso Nacional) que o defenestraram em outra ocasião, ou seja, deve sair candidato a Deputado Distrital.

Pode até sair candidato a Governador. Como não precisa de financiadores de campanha não ficará preso a nenhum sistema, quem sabe pode fazer uma revolução no DF (montando uma ótima equipe de trabalho). Tem capacidade de gestão para isso. Bastar querer.

Magela:Deve se contentar com uma vaga para concorrer ao Senador, mas se Reguffe e Paulo Otavio saírem candidatos suas chances de se eleger são remotas.

Gim:Sem comentários. 

About A Politica e o Poder

%d blogueiros gostam disto: