Quem grita mais alto na Superliga?


Quem grita mais alto na Superliga?

Encontro entre ex-companheiras, negócios à parte! Paula e Sheilla fazem apostas

Lucas Magalhães e Kiara Mila Oliveira

A partida de hoje entre Brasília/Vôlei e Molico/Osasco colocará frente a frente dois ícones do vôlei feminino brasileiro: Paula Pequeno e Sheilla. Ex-companheiros de seleção, as musas do vôlei estarão de lados opostos na capital, no duelo que pode ser o último do time candango na Superliga 2014.

O time da Grande São Paulo venceu a primeira partida da série melhor-de-três das quartas-de-final da competição e mais uma vitória hoje, a partir das 18h30, no Sesi Taguatinga, decreta o fim da linha para o Brasília em sua primeira participação na competição nacional.

Ainda que o reencontro em quadra seja difícil – mesmo recuperada de lesão Paula deve ficar apenas no banco de reservas –, o respeito entre ambas é grande. A série de 27 jogos sem derrota do rival não é motivo de estranhamento da capitã candanga, Paula Pequeno. Com conhecimento de quem jogou por 10 anos em Osasco, ela cita a tradição do time paulista na modalidade como pilar para a grande equipe que está dominando a Superliga.

“A invencibilidade da equipe é um mérito. Joguei em Osasco por 10 anos e sei que é um time poderoso e que formou belas equipes. Isso não é novidade para ninguém. É um time muito bem composto. Todas as posições têm jogadoras de nível muito alto”, indica Paula. “Não daria um resultado diferente”, completa a brasiliense.

Experiência exaltada
Mesmo com todo o favoritismo, Sheilla destaca a experiência de algumas jogadoras do elenco do Brasília/Vôlei como um ponto a ser levado em consideração.

“No último jogo contra a gente, a atleta que deu mais trabalho foi a Danielle Scott, que é uma jogadora muito experiente. Mas poderia citar também a Érika, a Paula e a Elisângela. É difícil destacar somente uma delas, mas no último jogo a Danielle Scott foi quem jogou melhor”, lembra.

Ingressos

Outro peso a favor do time candango será o apoio da torcida. Isso porque os ingressos estão esgotados para todos as 1.300 cadeiras do ginásio do Sesi, em Taguatinga.

Entenda o caso

Tarefa complicada

O Brasília/Vôlei encara o Molico/Osasco, hoje, necessitando de um único resultado: a vitória. A partida, segunda da série melhor-de-três entre as duas equipes, pode ser a última caso o time da Grande São Paulo saia vitorioso mais uma vez. Em caso de triunfo candango, porém, uma terceira e última partida será disputada em solo paulista. No primeiro confronto da série, na última quinta-feira, o Molico/Osasco não deu chances à equipe do DF e venceu por 3 sets a 0. Foi a 27ª vitória consecutiva.

A expectativa é de maior equilíbrio

Apontada por Sheilla como a destaque do time candando no último duelo, a norte-americana Dani Scott acredita que a equipe precisa jogar mais solta para apresentar o que vem sendo feito nos treinamentos.

“Não jogamos bem na última partida. Mesmo com os problemas de contusão que tivemos, podemos jogar melhor. Temos que entrar em quadra mais soltas e apresentar o que fazemos nos treinamentos. Além disso, o nosso saque precisa funcionar com mais eficiência. Esse jogo é decisivo e vamos estar com apoio da nossa torcida”, afirmou Dani Scott, em entrevista ao site oficial da Superliga.

Vai dar trabalho

Com o 3 x 0 no último encontro, o sentimento do Osasco seria de que não sera tão difícil passar de fase. A central Adenízia, no entanto, afirma que a partida de hoje será bem mais equilibrada.

“Será um jogo muito difícil. A Paula, que ainda não está confirmada, pode voltar e ela é uma atleta que ajuda muito em vários fundamentos. Vamos ter que entrar em quadra muito concentradas. Elas vão jogar em casa, com o apoio da torcida e não tem nada a perder. Acredito que essa partida será totalmente diferente do primeiro jogo”, disse a central campeã olímpica em Londres, em 2012.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

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