Protestos em São Paulo miram a prefeitura e ocupam avenidas da capital


Por Redação, com RBA – de São Paulo

Manifestantes tomaram a Praça da Sé, entre outros pontos da capital paulista, na tarde desta terça-feira

Os protestos tomaram as ruas da capital paulista nesta terça-feira, em mais um rally de passeatas que mobiliza grande número de manifestantes na região metropolitana de São Paulo, no segundo dia seguido. Além dos atos na Praça da Sé, marco zero da capital, as manifestações convocadas pelas redes sociais chegaram à Zona Sul e Cotia, na Grande São Paulo.

A Companhia de Engenharia e Tráfego (CET) informou que foram interditadas a Avenida Paulista, a marginal do Rio Pinheiros na altura da ponte Ari Torres no sentido da rodovia Castelo Branco, o Largo 13 e o Largo do Rio Bonito, na Zona Sul, além da Praça da República, no Centro. Também estão interditadas a rodovia Cônego Domenico Rangoni e a via Anchieta, em Cubatão.

Em frente à prefeitura paulistana, um grupo de manifestantes contrários ao aumento da tarifa do transporte público tentou invadir o prédio, no Viaduto do Chá, centro da capital. Em oposição às orientações do Movimento Passe Livre, que organiza os atos, esses manifestantes arrancaram as grades de proteção do prédio e tentaram entrar.

Após tentar, sem sucesso, impedir a ocupação, a Guarda Civil Metropolitana recuou para dentro do prédio e trancou as portas. Integrantes do Passe Livre tentam conter os exaltados, com a formação de um cordão humano. Ainda assim, este grupo atirou pedras na tentativa de provocar danos ao edifício. Dois deles subiram nos mastros em frente ao edifício e arrancaram as bandeiras da cidade e do Estado. Após mais uma tentativa fracassada de invasão, o grupo ateou fogo em um carro da TV Record e a um posto da Polícia Militar. Segundo o instituto Datafolha, o ato de hoje reuniu cerca de 50 mil pessoas.

Enquanto um grupo saiu direto da Praça da Sé em direção ao Executivo municipal, outro seguiu para o Parque Dom Pedro II, onde encontrou com um terceiro grupo. Lá fecharam a Avenida do Estado e subiram em direção à prefeitura. Em seguida, os representantes do Passe Livre levaram a marcha para a Praça da República, do outro lado do Viaduto do Chá.

Bandinha

“Chega de tarifa e político babaca. A gente tá a fim de uma vida sem catraca”, diziam os manifestantes, em coro com uma bandinha que animou o ato. Depois da manifestação desta segunda-feira, que reuniu mais de 100 mil pessoas, nos cálculos do movimento, o Passe Livre passou a debater como seria possível manter a pauta em torno da mobilidade urbana com tantas ideias diferentes dentro dos atos.

O protesto, liderado por dirigentes do grupo Passe Livre, seguiu da Praça da República para a ligação Leste-Oeste. No entanto, várias outras frentes de comando subdividiram os manifestantes em vários atos separados. Um deles concentrou as pessoas na Avenida Paulista. Centenas de manifestantes, no entanto, permaneciam em frente à prefeitura. A Rodovia Raposo Tavares foi fechada nos dois sentidos próximo ao km 33, em Cotia, onde 3 mil pessoas protestam, e a Avenida Teotônio Vilela, no Grajaú, zona sul, também está parada desde as 18h, com cerca de mil manifestantes que se organizaram pelas redes sociais.

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) informou que a operação da Linha 9-Esmeralda, que faz o percurso Osasco-Grajaú, foi suspensa às 18h50, por motivo de segurança. Segundo a empresa, “houve depredação dos trens por manifestantes exaltados”. Foi acionado o Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese), que usa ônibus no trajeto.

Segundo a CPTM, a confusão começou com uma falha em um dos trem da companhia, que trafegava no sentido Grajaú, na chegada da estação Morumbi, por volta das 16h40.

“Alguns usuários não aguardaram o restabelecimento e acionaram o botão de emergência, descendo a via férrea. Às 17h20, o trem foi removido, mas como havia muitos usuários andando na via, a circulação dos trens passou a ser realizada com velocidade reduzida”, disse a empresa, em nota divulgada no início da noite.

O horário era de pico, o que lotou as plataformas da estação. A essa altura, “um grupo iniciou a depredação de algumas composições, razão pela qual a operação dessa linha foi suspensa”, tentou explicar a diretoria da CPTM.



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