Protesto na Rodoviária leva caos ao trânsito na Área Central de Brasília

Protesto na Rodoviária leva caos ao trânsito na Área Central de Brasília Os passageiros impediram que qualquer ônibus entrasse ou saísse do local

O trânsito no Eixo Monumental, próximo à Rodoviária do Plano Piloto, ficou intenso por aproximadamente três horas

O trânsito no Eixo Monumental, próximo à Rodoviária do Plano Piloto, ficou intenso por aproximadamente três horas no começo da noite desta quarta-feira (4/12). Cerca de 400 passageiros de Brazlândia impediram a entrada ou saída de qualquer ônibus no terminal. Eles protestavam contra atraso dos coletivos da empresa Alternativa.

O protesto teve início por volta de 16h30 quando 170 funcionários da empresa, entre motoristas e cobradores, revolveram atrasar a saída em uma hora. Eles contaram que a principal motivação foi a falta do pagamento de benefícios.

Cerca de cem policias foram chamados para mediar a situação. Houve princípio de confusão envolvendo os manifestantes e policiais. Equipes do Bptran organizaram o trânsito e controlaram o fluxo de saída dos ônibus. Foi grande o tumulto no local.

Uma rota alternativa foi liberada para diminuir o engarrafamento, autorizando os ônibus a saírem por onde normalmente entram.

O secretário de Transportes do Distrito Federal, José Walter Vazquez Filho e o diretor-geral do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans) Marco Antonio Campanella, foram até a rodoviária para gerenciar o problema. Vazquez anunciou que a partir de sexta-feira (6/12), a empresa Alternativa será substituída em caráter de urgência pela São José. Segundo ele, a Alternativa não tem capacidade de assumir a demanda de passageiros porque opera apenas com 20 ônibus, quando deveria disponibilizar 40.

Tanto o secretário, quanto o diretor-geral entendem que se trata de um problema de gestão. “Vamos entrar com um processo alegando que a empresa não reúne nenhuma condição de prestação do serviço”, disse Campanella.

A Alternativa terá dez dias para apresentar a defesa e, caso seja comprovado que ela tem condições de prestar o serviço, continuará a operar.


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