Protesto de divulgadores da Telexfree fecha vias de acesso ao aeroporto


Gabriela Vinhal

Cerca de 700 manifestantes fecharam as pistas de acesso ao Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, na manhã desta terça-feira (23), em apoio à empresa Telexfree. O tumulto causou transtorno à população que passava pelo local. A empresa é suspeita de montar um sistema de pirâmide financeira por meio de um negócio de venda de pacotes de telefonia via internet (VoIP, em inglês) como fachada.

O protesto teve início às 9h e terminou por volta do meio-dia. Houve bloqueio de vias nos dois sentidos do terminal do aeroporto. O engarrafamento prejudicou o fluxo para outras vias da capital, como a EPGU. Após às 11h30, uma faixa foi liberada, melhorando o trânsito. . 

Os associados da empresa alegam que o argumento utilizado pelo MP não convém, pois a empresa e os próprios funcionários pagam impostos. Segundo o divulgador Ricardo Nobre, o modelo de negócio da Telexfree é o marketing multinível, ou seja, os vendedores ganham em cima do faturamento com a venda dos sistemas. “Há uma grande diferença entre pirâmide e marketing multinível. Essa decisão foi um crime contra a empresa. Não entendo: se é ilegal, por que o governo aceita nossos impostos?”, indaga Ricardo.

A empresa foi impedida de funcionar, e não consegue cumprir com as obrigações, como pagar seus funcionários. “Estamos manifestando em apoio à empresa, que nunca deixou de cumprir seu papel de chefe. Queremos que ela volte a funcionar para podermos trabalhar, e, assim, receber por isso. O dinheiro está fazendo falta”, desabafa o divulgador Júlio César, que veio de Franca (SP) e está há um mês sem salário.

A Telexfree está sendo investigada há mais de um ano. A Secretaria Nacional do Consumidor apura as 13.900 reclamações que a empresa recebeu desde setembro de 2012. Os bens da companhia foram bloqueados pela Justiça do Acre no dia 18 de junho.


ALTERNATIVAS

Com o engarrafamento causado pela manifestação, os passageiros que ficaram presos no trânsito seguiram a pé para o terminal, com malas e mochilas nas costas, para não perder os vôos. Maria do Socorro Melo Lima, moradora do estado do Piauí, conseguiu embarcar porque foi prevenida: saiu com três horas de antecedência de casa, chegando apenas 40 minutos antes do horário da decolagem. “É um absurdo só ter uma via de acesso ao aeroporto. Se coisas imprevisíveis acontecerem, quem sai prejudicado somos nós”, diz. De acordo com a Inframérica, não houve impacto de cancelamentos ou atraso de vôos.

Ao meio-dia, os manifestantes liberaram o acesso ao aeroporto e seguiram em carreata com cerca de 50 veículos para o Ministério Público.

Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br

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