Protesto contra estupro reúne 80 pessoas no centro de Brasília

Protesto contra estupro reúne 80 pessoas no centro de Brasília Manifestação acontece em outros estados brasileiros neste fim de semana

Cecília Pinto Coelho

Ativistas do movimento “Eu não mereço ser estuprada” realizam uma manifestação contra a violência sexual na tarde deste sábado (5/4) na região central de Brasília. Segundo a Polícia Militar, aproximadamente 80 pessoas se reuniram na Rodoviária do Plano Piloto. A concentração teve início por volta das 14h30 no Museu Nacional da República.

Segundo a estudante de direito e organizadora da passeata Priscilla Melo Miranda, o objetivo do protesto é conscientizar as pessoas sobre o que realmente é um estupro. “Um beijo, um abuso, já pode ser considerado uma violência. A educação tem que vir de dentro de casa e das escolas”, argumentou.

O movimento é inspirado na campanha on-line promovida pela jornalista Nana Queiroz, que também está presente na passeata e apoia a causa. Nana criou uma página na rede social Facebook com a hashtag #eunãomereçoserestuprada. O perfil já conta com mais de 10 mil membros e a frase foi replicada milhares de vezes na web e recebeu apoio até da presidente Dilma Rousseff.

O protesto contra o estrupo também está marcada para acontecer em outros estados brasileiros, como São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador.

Apesar da confirmação do erro do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) – inicialmente o estudo apontava que 56% dos brasileiros eram favoráveis ao ataque a mulheres que usam pouca roupa, porém, ontem o instituto corrigiu a informação e informou que a taxa é de 26% -, Nana Queiroz considera o resultado alarmante. “Fico feliz, mas 26% ainda é alto e 58% das pessoas afirmam que se as mulheres se comportassem mais haveria menos estupro”, disse. Ainda segundo a jornalista, o erro foi “feliz” pois mostrou como as redes sociais servem como arma de articulação.

Nana Queiroz também demonstrou estar surpresa com a repercussão da campanha. “Não imaginava que ia ser tão grande. A gente queria fazer um protesto para os amigos, uma performance on-line, mas o movimento cresceu”, apontou.


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