Prostituição aquecida

Corpos à venda: é só o que temos a oferecer?

A realização da Copa do Mundo no Brasil tratou de expor os muitos problemas que nosso país enfrenta. Além da saúde deficiente, educação comprometida e mobilidade urbana caótica, outra realidade tornou-se mais patente com a chegada dos estrangeiros em terras tupiniquins: a ampla e vigorosa rede de prostituição.

Reportagem publicada pela Tribuna do Ceará na última semana mostra a empolgação das “garotas de programa” de Fortaleza com os “gringos”. Frase atribuída a uma moça chamada de Daniela, que há quatro anos faz ponto no calçadão da Avenida Beira-Mar: “Não imaginava que teria tanto homem de fora”. Ela fatura até R$ 1 mil por dia.

A prostituição remonta os tempos antigos e não é um problema exclusivo do Brasil, porém nosso país tem a má fama internacional de ter no comércio sexual uma das principais atividades das nossas mulheres. Sabemos que isso não é verdade, mas como mudar essa impressão diante do cardápio variado nas ruas do país?

A criação e ampliação de oportunidades profissionais seria uma resposta pragmática, quase um clichê, mas não há outra alternativa para uma nação tão carente de bons serviços. Os investimentos em tecnologia são pífios e a contribuição do Brasil no campo do conhecimento é reduzido. Por aqui só bola e batuque têm vez.

Mais do que tudo isso, precisamos resgatar os valores morais que estão se perdendo ao longo dos anos. A instituição familiar tem sido enfraquecida em detrimento do prazer a todo custo. É fundamental incutir na cabeça dos nossos jovens uma visão de mundo menos superficial. Não há dinheiro que pague uma vida digna cheia de sonhos.

Marcos Pereira – presidente nacional do PRB

Acesse: www.facebook.com/marcopereira0404

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