Pronunciamento de Dilma foi ‘fala eleitoral’, afirma Eduardo Campos


Pronunciamento de Dilma foi ‘fala eleitoral’, afirma Eduardo Campos
Pré-candidato do PSB participou de evento de 1º de Maio da Força Sindical.
Dilma fez pronunciamento pelo Dia do Trabalho em cadeia de rádio e TV.

Tatiana Santiago e Lívia Machado Do G1 São Paulo


O pré-candidato do PSB Eduardo Campos chega a
evento do 1º de Maio organizado pela Força Sindical,
em São Paulo (Foto: Tatiana Santiago/G1 )

O ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), afirmou nesta quinta-feira (1º), em evento do Dia do Trabalho da central Força Sindical, em São Paulo, que a presidente Dilma Rousseff se manifestou mais como candidata que como presidente nopronunciamento de 1º de Maio transmitido em cadeia nacional de rádio e televisão.

No pronunciamento, a presidente anunciou correção da tabela do imposto de renda e reajuste em benefícios do programa Bolsa Família.

“Eu acho o que nós vimos foi mais uma fala eleitoral do que a fala propriamente da presidente da República”, afirmou Campos, pré-candidato à Presidência da República pelo PSB.

Segundo ele, o anúncia de reajuste de 10% para 36 milhões de beneficiários do Bolsa Família “é na verdade uma medida que vem tentar reparar as perdas que a inflação que ela mesma deixou acelerar nos alimentos. Retirou poder de compra exatamente da renda que as famílias mais pobres têm do Bolsa Família”, afirmou.
Eu acho o que nós vimos foi mais uma fala eleitoral do que a fala propriamente da presidente da República.”
Eduardo Campos, ex-governador de Pernambuco e pré-candidato do PSB à Presidência

O ex-governador defendeu que o problema da inflação seja pensado de maneira estratégia e não eleitoral. Para ele, o país entrou em uma “armadilha” de baixo crescimento.

“Precisamos ter um governo que pense não na próxima eleição, mas pense de maneira estratégica como o Brasil pode sair dessa situação e dessa armadilha que ele se meteu de baixo crescimento, inflação em alta, juro alto e toda essa pauta equivocada de retirar o direito dos trabalhadores, de conter o salário mínimo, de afrontar aposentado, que não vai levar o Brasil a canto nenhum”, disse.

Campos afirmou que, sem uma mudança no “padrão político de condução do país”, o Brasil não voltará a ter um ciclo de crescimento com distribuição de renda.

“O Brasil só vai voltar a ter um ciclo de crescimento com distribuição de renda, com sustentabilidade, se o Brasil fizer uma mudança na política, no padrão político de condução do país, de enxergar o longo prazo e fazer o que tem que ser feito. De não ficar multiplicando ministérios achando que isso vai resolver o problema do nosso povo”, declarou.

Campos também criticou a ausência da presidente nas festas sindicais. “O movimento sindical brasileiro reclama do baixo diálogo com o governo”, afirmou.

No discurso, o ex-governador comentou as denúncias de superfaturamento e pagamento de propina envolvendo a Petrobras.

“Nós precisamos resgatar a Petrobras da situação em que ela se encontra. Ela precisa ter respeitado o planejamento estratégico. É fundamental que possamos blindar a Petrobras da ingerência política em todos os níveis. E que a gente possa garantir à Petrobras uma governança com regras estáveis. […] Nós precisamos, portanto, cuidar da Petrobras. E apoiar as instituições para apurar todos os erros que ocorreram, e punir quem cometeu crime na forma da lei.”


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