Prisões dos Mensaleiros Doença, ou uma genuína ópera bufa?


   Ontem foi um dia tristemente inesquecível, em que a divisão entre ricos e pobres tornou-se mais nítida do que nunca.

O dia em que, como nunca antes nesse país, a República parece ter sido enganada e tripudiada. …

José Genoíno está doente, com problemas no coração. É um homem idoso. Foi condenado a cumprir a pena no regime semiaberto. Foi preso e trazido para Brasília.

Preso, como acontece com qualquer um, se abateu.

Uma peregrinação de parlamentares petistas começou a ir ao presídio e diziam que ele estava muito mal. Disseram que ele precisou de atendimento médico na primeira noite. O Ministério da Justiça, chefiado por um amigo petista, desmentiu.

Ontem, pediu para ir para um hospital. O Juiz da Execução Penal, Ademar Vasconcelos, negou, disse que não via necessidade, segundo os informes que tinham do médico do presídio.

Um pouco antes do Ministro Joaquim Barbosa decidir sobre o pedido de prisão domiciliar, o Sistema Penitenciário local, comandado pelo PT, resolveu encaminhá-lo ao INCOR-DF. Os caros advogados de Genoíno disseram que era forte a suspeita de um infarto do miocárdio.

A primeira estranheza é que Genoíno foi levado ao INCOR e não ao HRAN, hospital público de referência no atendimento penitenciário na Capital. Privilégio? Disseram que não, porque o quadro era muito grave.

O Juiz da execução penal foi ao hospital. Privilégio? Não, provavelmente o juiz suspeitava de uma armação, de uma encenação.

Na quarta-feira, o Governador Agnelo Queiroz, que é do PT e que é médico, disse que visitou o preso por razões humanitárias. Um pouco antes de Genoíno ser levado a um hospital privado, deu declarações no sentido de que o companheiro petista não podia ficar preso em razão de seu quadro de saúde. Reconheceu que o sistema carcerário que mantém não é capaz de cuidar de um cardiopata.

Genoíno foi levado a um hospital particular. Fato inédito, pois os presos que precisam de socorro médico são levados à rede pública. Será um reconhecimento de que a rede pública de saúde não pode atender um caso grave?

O Juiz, certamente, suspeita de algo grave. Enquanto o tempo passava, a gravidade ia diminuindo, o provável infarto, se tornou um possível infarto e terminou sendo uma mera palpitação. O INCOR soltou uma nota afirmando que o político preso ficaria no hospital, por algumas horas, em observação. Nada sério, portanto, considerando a situação de encarcerado e a doença que o acomete.

Pressionado pelas notícias de que Genoíno estava muito grave, o Ministro Joaquim Barbosa permitiu que, temporariamente, Genoíno ficasse em casa ou em hospital.

A decisão será do Juiz da Vara de Execução Penal. A tendência é de que ele fique solto, mas, o mais correto seria ficar internado no HRAN, até que se afira o que é real do que é encenação. Vejamos os próximos atos desta genuína ópera bufa.


Fonte: Redação 

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