PRESSÃO TOTAL SOBRE A CANDIDATURA DE GOMIDE


Desistência de Júnior Friboi e a consequente efetivação de Iris Rezende como candidato ao governo de Goiás colocam na pauta do dia a retomada da aliança entre PT e PMDB no Estado; ciente da pressão que está por vir, minutos após a saída do empresário o ex-prefeito de Anápolis divulgou nota onde diz que, independente de qualquer cenário político, segue com seu projeto; mas pode não depender apenas dele; o líder do PT nacional, Rui Falcão, já havia dito que, com Iris, o PT reconsideraria a candidatura própria; e a pressão de Brasília deve ser severa pela união das legendas, dentro de uma estratégia de pacificar a aliança nacional

Goiás247 –
A desistência de Júnior Friboi, anunciada em carta ontem, cria pressão imediata para cima da candidatura de Antônio Gomide (PT). As ambições de PMDB e petistas se mostram tão interligadas que Gomide divulgou uma nota minutos depois do anúncio de Friboi.

Desconfiado, o ex-prefeito de Anápolis afirma no texto que, “independente de qualquer cenário político, sigo nosso projeto de mudança com apoio de todos aqueles que esperam um Goiás melhor”. A tentativa de Gomide é afastar os boatos de que sua candidatura fica ameaçada com o retorno de Iris Rezende como o nome do PMDB para o governo.

No entanto, não parece ser tão simples assim. A candidatura de Gomide nunca empolgou de verdade o PT nacional e o presidente da legenda, Rui Falcão, chegou a dizer que o partido apoiaria o PMDB caso Iris fosse o candidato, cenário que se configura a partir de agora.

Na passagem da presidente Dilma Rousseff por Goiás, o pré-candidato Gomide não recebeu tratamento especial – pelo contrário. No evento de quarta-feira, o petista tentou uma aproximação com Dilma nos bastidores e ficou de fora do palco na solenidade do Centro de Convenções. De cara amarrada, Gomide viu Marconi Perillo se sentar ao lado de Dilma e, da plateia, viu a primeira troca de elogios entre o governador e a presidente.

No dia seguinte, na inauguração da ferrovia Norte-Sul em Anápolis, cidade onde foi prefeito por cinco anos, Gomide ficou no palco, mas na segunda fileira. Uma turma de apoiadores dele tentou vaiar Marconi, mas o gesto foi rejeitado por Dilma, que fez cara de desaprovação.

Até mesmo dentro do PT existe dúvida de até que ponto a presidente estaria disposta a se envolver e apoiar de corpo e alma a candidatura de Gomide em Goiás. O petista precisa ainda enfrentar os cardeais peemedebistas.

O poder do PMDB

A cúpula nacional do PMDB, liderada por Michel Temer e Valdir Raupp, queria a todo custo Júnior Friboi como o nome do partido em terras goianas. O projeto naufragou e Iris emergiu. Mesmo com o velho cacique sendo o candidato, a tendência é o PMDB pressionar o PT nacional para a recomposição da aliança.

Os dois partidos já não tem a relação harmoniosa de outrora e o PMDB exige apoio do PT nas candidaturas regionais para preservar o que resta de relacionamento com o governo Dilma e apoiar a presidente na disputa eleitoral. Gomide terá que sobreviver a este embate que foge do seu controle.

Campanha

Antônio Gomide continua tocando sua pré-campanha sem se preocupar com as articulações. O petista prioriza as visitas aos municípios e faz reuniões até mesmo com prefeitos do PSDB. Desde que virou pré-candidato, ele não conseguiu nenhum apoio de peso e ainda tenta fisgar legendas como Pros e Solidariedade.


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