Preocupação com 2014 Deputado Paulo Roriz (PP) acredita que o próximo ano pode ser de pouca produtividade dentro da CLDF


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Redação Jornal da Comunidade


Preocupação com 2014
Deputado Paulo Roriz (PP) acredita que o próximo ano pode ser de pouca produtividade dentro da CLDF, pois além da Copa do Mundo, tem as eleições, que na avaliação dele será difícil

Em entrevista ao Jornal da Comunidade, o deputado distrital Paulo Roriz (PP) diz se sentir desconfortável ao assumir o mandato de um deputado cassado e avaliou o trabalho da Câmara Legislativa como positivo. Em relação a 2014, o parlamentar está pessimista e acredita que devido às eleições e à Copa do Mundo realizada no Brasil, a produtividade da Casa irá cair. Ele informou que por enquanto o PP está na base do governo, mas ano que vem a situação pode mudar e o partido pode lançar o ex-senador Paulo Octávio (PP) ao governo.


Como o senhor sente-se assumindo o mandato agora?


Eu assumo me sentindo desconfortável. Assumir um mandato de um deputado cassado não é bom, porque a gente sabe o sofrimento da família, dos companheiros e entrar em um gabinete faltando apenas um ano para acabar o mandato é pouquíssimo tempo para realizar um trabalho. Não entramos em uma situação privilegiada, eu sei a dificuldade que existe em se assumir o mandato de um deputado cassado, é muito ruim. Tem que se fazer exonerações no gabinete, é uma situação que gera transtornos. Mas tem que assumir o mandato, eu assumo de maneira desconfortável mas com vontade de terminar de cumprir o mandato que encerrei em 2010.

Qual a sua expectativa?


Eu acho que 2014 será um ano muito atípico, muito difícil. Eu acho que em matéria de projetos, de emendas, enfim, a coisa para andar vai ser difícil. Primeiro porque entraremos de recesso agora e só voltaremos em fevereiro, que tem carnaval. Em seguida tem a Copa do Mundo e depois as eleições. Eu acho que será um ano pouco produtivo aqui dentro da CLDF. Copa do Mundo já para o país e uma Copa que será realizada no Brasil então, imagine o clima que vai estar em todo o país. Por isso, acho que será um ano pouco produtivo, se não houver responsabilidade, um comprometimento dos parlamentares será um ano muito difícil, inclusive para o governo, na questão de aprovação de projetos. Vai ser um ano político. Estou muito cético e muito preocupado, pois têm projetos importantes e polêmicos dentro da Casa, como o PPCUB e a LUOS.

O senhor possui projetos a serem encaminhados às comissões ainda este ano?

Este ano ainda não. Estamos analisando os projetos que estão circulando aqui dentro, assumimos o mandato faltando 45 dias para o recesso de fim de ano. Vamos primeiro nos preparar para, a partir de fevereiro, começar a atuar.

Como avalia o trabalho da Câmara nos últimos três anos?

Acompanhei muito pouco o trabalho da Câmara nesses últimos três anos. Quando eu perdi a eleição eu voltei a cuidar das minhas empresas porque eu preferia me manter a distância de tudo isso pois foi uma decepção muito grande. Ter quase 17 mil votos e perder uma eleição por causa de coeficiente eleitoral não é fácil. Acredito que houve mudança positiva e importante dentro da Casa, agora todos os projetos são encaminhados para comissão para depois serem levados ao Plenário. Anteriormente não se passavam os projetos em comissões e isso atrapalhava muito. Essa autonomia e consciência dos parlamentares dentro da CLDF avançou muito nos últimos três anos. A Câmara em si deu uma crescida, uma reformulada, acredito que é o fruto de muito trabalho e dedicação. Atuei em 2011 como suplente do Raad, que era um dos secretários do governo. Em 2012 e 2013 acompanhei muito pouco o cenário político. Estou pessimista em relação ao ano de 2014, mas em relação a mim não, nós estamos aqui todos os dias, somos um colegiado, se houver bom senso e todos se preocuparem com os projetos não vamos ter um ano tão ruim.

Como o senhor foi recebido pelos colegas? E como é sua relação com eles?


Já conhecia quase todos os parlamentares da última legislatura. Os que foram reeleitos estiveram comigo no mandato de 2006 a 2010 e em 2011, quando fui suplente, conheci os novatos. Tenho convivência passiva, democrática e republicana com todos eles. A relação aqui dentro é boa. Em relação ao andamento da Casa a gente já sabe como funciona, o que não traz dificuldades.

Qual o seu posicionamento diante do governo?


Hoje eu estou no PP, cujo o presidente regional é o Paulo Octávio. Nós temos um bom entendimento com o governo. Estamos na base aliada, ajudando o governador naquilo que achamos certo e correto, nos projetos que avaliamos como benéficos para a população, para a cidade. Estamos ajudando em algumas administrações, em algumas secretarias.

O que o senhor acha do atual governo?


O governador tem trabalhado dentro de uma situação razoável. Quando o Agnelo assumiu ele pegou uma situação difícil, Brasília estava em crise, e ele assumiu uma cidade muito dividida e muito descontente com políticos. É um homem que tem se empenhado, mas que está sofrendo dificuldade dentro de seu próprio partido. O PT hoje tem várias tendências dentro dele e ainda têm os partidos aliados para administrar. Além de atender à base aliada, ainda precisa atender às tendências do partido e isso traz dificuldade para a administração. Mas acredito no governador, ele é um forte candidato e pode vir a ser reeleito se conseguir fazer uma boa base política.

Quem terá o seu apoio nas eleições de 2014?


Hoje fazemos parte da base aliada do governo, mas o PP é um partido que está crescendo, estamos hoje com três deputados distritais, mais de 26 mil filiados. Temos o Paulo Octávio como forte candidato, não descartamos a possibilidade de ele ser candidato a uma eleição majoritária no ano que vem. Temos tempo de TV, base de deputados federais e senadores muito grande, o presidente nacional do partido é o Ciro Nogueira, um senador muito bem relacionado dentro do Congresso Nacional. O PP hoje apoia a Dilma e o Agnelo, mas podemos ter candidatos a todos os níveis em 2014.

O senhor entrará na disputa do ano que vem?


Tenho muito interesse e muita vontade de ser candidato a deputado federal, mas acredito que devido às composições do partido, isso não seja possível. Mas, vou tentar a reeleição como deputado distrital.

Qual a sua expectativa para as eleições de 2014?


Será uma disputa muito difícil, tanto a nível nacional como a nível regional. Vai ser uma eleição muito perigosa, mas acredito que o povo vai escolher aquilo que é melhor. Eu, particularmente, estou muito animado, muito otimista. Hoje o eleitor está mais instruído, mais atento, então eu acho que as pessoas, os parlamentares que tiveram seu nome sempre dentro de uma legalidade, de um caminho reto e sério, sem se envolver com ações que viessem a denegrir a sua imagem são fortes candidatos. O eleitor está preocupado é com a imagem, se o candidato é sério, honesto.

O que o senhor acha dos pré-candidatos ao governo?


Prefiro não fazer nenhum tipo de prognóstico porque até então somente o governador Agnelo que realmente se lançou. Eu estou vendo a oposição muito dividida. Acho que a oposição está muito perdida, e o governador Agnelo leva uma grande vantagem em relação a isso, da oposição não ter um candidato certo ainda. A oposição pra conseguir ganhar tem que fazer algumas concessões e a gente sabe o quanto isso é difícil. O Agnelo leva vantagem pelo fato de a oposição ainda não ter apresentado um nome para fazer oposição a ele.

Como o senhor avalia o cenário presidencial para a disputa de 2014?


Não sei a nível nacional se o PP vai estar lá na frente. Tenho uma admiração muito grande pelo Eduardo Campos e pela Marina Silva. Gostaria que o país tivesse um candidato mais jovem, diferente do que temos há anos. Sair dessa coisa de entra e sai do PT, acho que o Brasil precisa dar uma mudada. Acredito que se a Dilma não ganhar no primeiro turno, a situação fica muito difícil para o PT e aí será a hora da mudança. Eu acho que o povo brasileiro está muito consciente. Não acredito que a Dilma esteja tão em alta como aponta as pesquisas, isso não é a realidade quando a gente sai na rua e pergunta. O povo não está satisfeito com a presidente Dilma, com a economia, a inflação, segurança, saúde, educação. O povo vai dar as respostas nas urnas. O que eu ouço muito nas ruas é a insatisfação ao governo da Dilma, principalmente das classes C, D e E.

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