Policiais vão cumprir apenas o que é determinado por lei, diz associação; comando-geral afirma que abriu inquérito contra líderes do movimento

PMs do DF iniciam operação para
reivindicar aumento salarial
PMs do DF iniciam operação para reivindicar aumento salarial  
Foto: Divulgação

Policiais vão cumprir apenas o que é determinado por lei, diz associação; comando-geral afirma que abriu inquérito contra líderes do movimento

Informações Brasília 247 —  Policiais e bombeiros militares do Distrito Federal decidiram, em assembleia na noite dessa sexta-feira (20), na Praça do Relógio, em Taguatinga, iniciar uma operação denominada de “Legalidade” para reivindicar aumento salarial.
A direção da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares do Distrito Federal (Aspra-DF) explica que a operação consiste no cumprimento apenas do que é determinado por lei aos policiais. Ainda segundo a Aspra, o movimento será “pacífico” e “ordeiro”.
A associação afirma que os policiais estão sem aumento salarial há cinco anos e reivindicam que uma proposta de reajuste seja apresentada pelo governo até o fim deste mês.
Associação dos Oficiais da PMDF (Asof – PMDF) afirma que não participou da assembleia e não apoia o movimento por entender que este não é o momento adequado para realização da operação e que há grande chance de trazer prejuízo para sociedade.
Segundo a organização, 3,5 mil PMs participaram do encontro na noite desta sexta. Já o comando da corporação calcula que foram 600.
À equipe de reportagem do DFTV 1ª edição, o comandante-geral da PM, coronel Suamy Santana, informou que solicitou abertura de inquérito policial contra seis líderes do movimento e que a Corregedoria está analisando as imagens para identificar outros participantes. Ainda segundo o comandante, o governo está em negociação com a categoria.
“Operação Tartaruga” — Em fevereiro deste ano, policiais militares iniciaram movimento que ficou conhecido como “Operação Tartaruga”, que resultou na redução da presença ostensiva da polícia nas ruas. A operação foi suspensa no início de abril, depois da posse do novo comandante da Polícia Militar do Distrito Federal, coronel Suamy Santana.
Oficiais e praças da PM e dos bombeiros reivindicavam a isonomia de salários com outros setores da segurança pública do DF, política de promoções independentemente de oferta de vaga e tratamento igual entre ativos e inativos.
Entre janeiro e março, foram registradas 88 mortes violentas no DF, de acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública. O número equivale a uma média de quase três homicídios por dia.

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