Polícia tem dois suspeitos da execução de agente federal

O enterro do policial ocorreu às 11 horas de hoje, no Cemitério Campo da Esperança. O rumo das investigações seguem duas possibilidades: morte encomendada ou acerto de contas

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O corpo do agente da Polícia Federal, Wilton Tapajós, 54 anos, foi velado e enterrado na manhã de hoje, no Cemitério Campo da Esperança. Policiais militares, familiares, amigos, o Secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, e mais de 100 policiais federais estiveram presentes no local. De acordo com a polícia, cerca de 2 mil pessoas acompanharam o cortejo. A viúva de Tapajós passou mal e chegou a ser atendida pelo Corpo de Bombeiros. Ainda assim ela acompanhou o enterro do marido.

A Superintendente Regional da PF no DF, Silvana Borges, comentou durante o velório que já existem dois suspeitos do homicídio. Ela também revelou que funcionários do cemitério, parentes de Tapajós e amigos da vítima foram ouvidos pelos investigadores e que a peça chave para chegar a autoria é o jardineiro que viu um veículo rondar no cemitério antes do policial ser assassinado. Borges ainda informou que o Gol Braco da vítima, levado pelos bandidos no dia do crime, ainda não foi encontrado.

Até a manhã de ontem a polícia ainda trabalhava com a hipótese de que assassinato do agente teria sido um latrocínio (roubo seguido de morte) devido aos acusados terem fugido no carro do policial. Mas as investigações do caso mudaram o rumo depois que os policiais descobriram que a vítima estaria com dívidas para pagar. O envolvimento do policial em investigações de grandes casos também podem estar ligado ao crime. Agora, as apurações seguem duas possibilidades: morte encomendada ou acerto de contas.

Depois da perícia realizada, na manhã de ontem, no cemitério, foi descoberto que a arma usada pelos bandidos teria sido um revólver calibre 38. Na ocasião, Tapajós foi alvejado na nuca e depois atingido na têmpora, à queima-roupa. O que comprova que o agente da Polícia Federal foi executado e que o crime possa ter sido praticado por profissionais. Até o fim da edição do Jornal Coletivo ninguém havia sido preso e o Gol do policial continuava desaparecido.

Os parentes da vítima resolveram enterrar o policial no mesmo túmulo dos pais, o qual estava visitando quando foi executado. Até o momento, as investigações sobre o assassinato continuam em sigilo para não atrapalhar o trabalho da polícia. A motivação do assassinato e a autoria do crime ainda estão sendo investigados pela Sessão de Crimes Violentos da 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul) e pela Polícia Federal. 


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