Polícia encontra carro de professora desaparecida no DF


Polícia encontra carro de professora desaparecida no DF
Veículo estava em estacionamento comercial de Sobradinho.
Moradora de Águas Claras, mulher não é vista desde o dia 9.

Do G1 DF

A Polícia Militar encontrou na noite desta sexta-feira (21) o carro da professora Márcia Regina Lopes, que está desaparecida há mais de duas semanas. O veículo foi localizado em um estacionamento comercial da quadra 2 de Sobradinho.

Carro da professora desaparecida desde o dia 9, que foi encontrado pela PM (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

A PM informou que o automóvel com todos os equipamentos, incluindo o aparelho de som. Segundo a Polícia Civil, o automóvel foi levado para o pátio da 13ª DP, em Sobradinho, e em seguida para o Instituto de Criminalística, no Departamento de Polícia Especializada (DPE), onde está prevista uma perícia ainda neste sábado.

A professora, de 56 anos, foi vista pela última vez no último dia 9 de março. Ela trabalha em um colégio particular do Sudoeste e mora com o namorado em Águas Claras.

O desaparecimento foi registrado na 21ª DP, em Taguatinga, dois dias depois do desaparecimento. O caso, porém, está sendo investigado pela Divisão de Repressão a Sequestro (DRS).

Márcia é professora de ensino fundamental. Ela foi vista pela última vez depois de deixar o namorado no Parque da Cidade. Titular da Divisão de Repressão a Sequestros, o delegado Leandro Ritt informou que está monitorando um suspeito, mas que não vai comentar os detalhes das investigações para não atrapalhar a apuração.

A professora Márcia Regina Lopes

(Foto: Ézio Tadeu Lopes/Arquivo pessoal)

Irmão caçula dela, o engenheiro florestal Ézio Tadeu Lopes disse que a família está apreensiva pela falta de notícias. Os quatro irmãos de Márcia só souberam do sumiço depois que o diretor da escola em que ela trabalha, no Sudoeste, os comunicou via rede social pedindo notícias. Desde então, familiares se revezam em campanhas na internet e idas à delegacia para tentar descobrir o que aconteceu.

“Nós temos que elucidar esse caso por duas razões: primeiro, é minha irmã, e nós não vamos deixá-la. Depois, a gente é cidadão, não podemos permitir isso acontecer de novo, de ficar sem resposta diante da violência. Nós não vamos deixar, vamos continuar até o final. A gente tem esperança, mas a também gente é muito realista. Existem milagres, a gente acredita nisso, mas à medida que os dias vão avançando, por mais que você tenha fé, a gente sabe o que acontece. O que posso dizer é que a gente quer entender o que aconteceu”, disse Lopes.

O engenheiro florestal, que mora no Espírito Santo e veio para Brasília apenas para ajudar nas buscas, afirma que a família não conhece o namorado de Márcia, mas que também não se posiciona contra ele. De acordo com Lopes, o casal teve um relacionamento anterior e voltou recentemente.

“Até onde sabíamos, reataram recentemente, em outubro ou novembro. Nós não o conhecemos, não temos contato nenhum com ele”, contou. “Por ocasião do primeiro rompimento, gerou um certo desconforto [a volta]. Mas ela é uma pessoa adulta, ela faz as próprias escolhas. Nos incomodou muito que eles reataram, mas nada contra ele, nunca nos posicionamos contra ele. É que términos são sempre difíceis. Mas essas são escolhas que cada um faz.”


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