Polícia conclui inquérito do caso dos irmãos incendiados em Ceilândia


Polícia conclui inquérito do caso dos irmãos incendiados em Ceilândia

Rômulo Nascimento, confessou que queria roubar a casa e matou os meninos por temer ser entregue


A Polícia Civil apresentou na manhã desta segunda feira (19) o resultado do inquérito sobre o caso dos irmãos que morreram incendiados na última semana, em Ceilândia. Rômulo Nascimento, suspeito pelo crime, disse em depoimento que “queria roubar a casa e ateou fogo porque não conseguia cometer o crime em silêncio”.

Segundo informações do delegado, Johnson Kenedy Monteiro, o crime ocorreu entre 15h50 e 17h05. Rômulo almoçou na casa das vítimas e permaneceu até o irmão mais velho sair para trabalhar, às 15h42. Ele acompanhou Marcos até que pegasse o ônibus e voltou para cometer o crime.

O crime

Para entrar na casa, Rômulo afirmou ter esquecido a carteira. Dentro da casa, o criminoso deu dinheiro para que João saísse e tivesse tempo de cometer o crime. Anunciou o assalto, amarrou Drielly e a colocou no quarto de solteiro “mas ela não se calou. Pedia socorro e chamava pela vizinha” conta o delegado. O menino voltou rápido, depois de apenas quatro minutos.

Ele foi amarrado no outro quarto e Drielly continuou pedindo por socorro. “Em razão da resistência dela, da tentativa de chamar pela vizinha, Rômulo a agrediu várias vezes, inclusive usando um filtro de água que estava na cozinha e arremessou contra a garota”, detalhou o preso em depoimento.

Rômulo pegou cerca de R$ 850, que estava dentro da gaveta de meias no guarda-roupa e pertencia ao pai das crianças, o celular de João, uma máquina fotográfica, um tablet e um notebook.

Com um álcool que encontrou na própria casa, o criminoso ateou fogo nos dois quartos e bloqueou as portas com o sofá da sala, também incendiado. Rômulo ainda ficou cerca de uma hora dentro da casa e, depois que saiu, encontrou a mãe das vítimas no fim da rua, que o cumprimentou. Às 17h13, ela chega, correndo, na porta da casa em chamas.

Testemunhas

Ao todo, treze pessoas foram ouvidas durante o inquérito. Entre elas, a mãe do preso, que disse o ter expulsado há um ano de casa por não trabalhar, não estudar, contar muitas mentiras e roubar coisas da própria casa. Desde então, ele vivia com uma namorada.

O delegado acrescentou que Rômulo Nascimento parecia mais arrependido e chegou a chorar em um segundo depoimento, dado na última quarta-feira (14).

O suspeito foi indiciado por duplo latrocínio e pode ser condenado a até 60 anos de prisão.

Solidariedade à família

Quando soube do crime, amigos da família se reuniram para arrecadar dinheiro e ajudar com o enterro das crianças. Uma página foi criada em uma rede social e, em um dia, conseguiram R$ 4 mil. Noemi Viana, 42 anos, uma das organizadoras explica que a ação começou localizada em um pequeno grupo, mas tomou proporção nacional.

Agora, o objetivo é conseguir dar uma casa nova para a família. Para isso, será feito um bazar com os móveis repetidos. Na página Amigos do Valdir Santos, em uma rede social, estão todas as informações de contas e localização para entrega de doações.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

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