PMDB FICA OU NÃO FICA?

Não é de hoje que o PMDB ameaça sair da base aliada do governo da presidente Dilma Rousseff. Em julho do ano passado, o presidente da Fundação Ulysses Guimarães, Eliseu Padilha, chegou a rodar um questionário entre os deputados peemedebistas para consultá-los sobre o rumo que a legenda deveria tomar nas eleições de 2014. Desta vez, a sigla cogita adiantar essa conversa, que deve acontecer na convenção nacional, de junho para abril.

Isso porque Dilma comunicou ao vice-presidente, Michel Temer, em reunião nesta segunda-feira 13, que encontra dificuldades para ampliar o espaço do PMDB na Esplanada dos Ministérios. Em outras palavras, que o partido não ganharia mais nenhum cargo com a reforma ministerial que ela pretende fazer no início do ano, em duas etapas, e que prevê aproximadamente dez mudanças.

A primeira consequência do rompimento do PMDB com o PT seria a perda de centenas de cargo na estrutura federal, além das cinco pastas que comanda: Previdência, Agricultura, Turismo, Minas e Energia e Aviação Civil. A princípio, o Planalto vê a notícia apenas como ameaça e praticamente duvida da saída dos aliados.

A grande questão é: se o PMDB deixar a base de Dilma, que caminho seguiria? O PSB de Eduardo Campos dificilmente aceitaria se unir aos peemedebistas, por sua aliança com a ex-senadora Marina Silva, que certamente não aceitaria o acordo. Já o pré-candidato do PSDB, senador Aécio Neves, aceitaria. Mas será que os peemedebistas trocariam tanto espaço e poder como têm hoje por uma possibilidade? Fonte: Brasil247

Vamos politicar?

O PMDB é o maior partido político do Brasil com 2 355 472 filiados até maio de 2012. Há décadas consegue permear as estruturas de governo com cargos de alto escalão na esfera federal e local. No DF emplacou a mesma dobradinha do Governo Federal, ao eleger Agnelo Queiroz do PT, tendo como vice, o Tadeu Filippelli.

Com a versatilidade dos cenários políticos, principalmente em períodos que precedem as eleições, é hora dos partidos fazerem suas avaliações, se permanecerão ou não juntos e quais opções tem disponíveis. Em outubro próximo passado, o presidente do PMDB no DF, Filippelli, esboçou pular fora do barco sabendo que a avaliação da dupla não estava muito boa, mas, forças maiores e bem amarradas o impediram de romper a aliança para a chapa de 2014.

A parceria com o PT está balançada em alguns Estados, como no Rio de Janeiro por exemplo, alia-se a isso a não disponibilização de mais espaço na Reforma Ministerial a ser iniciada agora pela Presidente Dilma. No DF a situação parece ser mais confortável, porém, Filippelli já viu que a reeleição de Agnelo não será nada fácil e segundo fontes ligadas ao blog, o vice-governador pode romper com o PT muito em breve, resta-nos saber para onde iria e como seria a composição. Já se reaproximou de Roriz e foi Secretário na gestão de Arruda, essas seriam suas opções prováveis, levará com ele alguns bons nomes e o valioso tempo de tv.


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