Pitiman afirma que crise não é só na segurança, mas de falta de gestão pública



A crise não é somente no setor da segurança pública, mas também na saúde, educação, transporte e, principalmente, de caos institucional. A afirmação é do deputado federal Luiz Pitiman (PSDB), feita hoje (6) durante a sessão da Câmara Legislativa que debateu o aumento da criminalidade no Distrito Federal, nos últimos meses, em função da chamada operação tartaruga feita por membros da Polícia Militar do DF.

Dirigindo-se aos deputados distritais, ao secretário de Segurança, Sandro Avelar, e senhora Ana Cleide, que teve o filho Leonardo Almeida, de 29 anos, assassinado em Águas Claras, na porta de casa, Pitiman disse que há três dias come, bebe e respira segurança, em três longos debates: na Câmara dos Deputados, na Associação Comercial e agora na Câmara Legislativa.

A população do DF, segundo ele, quer ações imediatas. A crise, de acordo com Pitiman, é institucional e de falta de gestão. Falando como coordenador da bancada federal no Congresso Nacional, composta por três senadores e oito deputados, Pitiman elencou os motivos que antecederam a crise que Brasília se encontra.

Iniciou afirmando que “somos reféns de uma gestão pública incompetente”. Lembrou que durante a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Congresso, que debateu o caso Cachoeira, o cabo João Dias jogou um saco de dinheiro dentro do Palácio do Buriti, na secretaria de Governo. As administrações regionais, segundo ele, também se transformaram em reduto de escândalos, gastando dinheiro público em atividades suspeitas.

Isso sem falar na Terracap, que sempre foi a “Casa da Moeda” do GDF, mas que “agora pega dinheiro emprestado para pagar os funcionários, mas no fim do ano divide com os seus diretores polpudos dividendos”, lamentou.

Falou da licitação de jatinho com sala vip e serviços de aeromoças; corrupção e empreguismo no DFTRANS, com pagamentos das nominatas e empregos para futuros candidatos de partidos aliados e ainda das empresas de publicidades, pagas para falar mal da oposição e bem do governo no Facebook.

Lembrou ainda das dúvidas na licitação dos ônibus e advertiu que a Sedest, deixa os mendigos e usuários de crack circular em todos os locais do DF, sob o argumento do direito deles de ir e vir e, com isso, a população honesta e correta não pode circular a vontade pela cidade.

Finalmente citou o caso do Estádio Nacional Mané Garrincha, o mais caro do mundo, e a compra de ingressos dos jogos da Copa pela Terracap, para dar a Vips da cidade. Brasília, denunciou Pitiman, vive o “caos administrativo”.

Sobre o governador, Pitiman disse que “ele acha que é Deus, não atende a bancada federal de três senadores e oito deputados federais, que há três dias pede para tratar com ele da segurança pública”. Segundo Pitiman, o pedido de audiência não foi sequer respondido.

Depois de seu discurso, elogiado e aplaudido, alguns parlamentares do PT agrediram verbalmente o deputado Pitiman. Sobre os ataques, Pitiman ressaltou que nada, na sua história, o envergonha e que está pronto para o debate. “O nível desse debate eles podem escolher, mas o meu é o de idéias e projetos”, concluiu Pitiman.

Fonte: Assessor de Imprensa do Deputado Luiz Pitiman

João Carlos Henriques
http://crisoliveiralves.wordpress.com/ 

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