PESQUISA Por políticas de inclusão Estudo revela onde vivem maioria dos jovens negros do DF 11/10/2013 08h18


Marcus Fogaça
ROBERVAL EDUÃO

Estudo servirá de base para políticas públicas

As cidades com a maior porcentagem de jovens negros, com idade entre 15 e 29 anos, são Estrutural (79,5%), SIA (72,4%) e São Sebastião (71,8%), segundo análise do estudo “Vulnerabilidades da Juventude Negra no Distrito Federal”, divulgado ontem (10) pela Companhia de Planejamento (Codeplan). Os dados serão usados pelo governo local para o desenvolvimento do projeto “Juventude Viva”, que visa combater a violência contra jovens negros da capital federal e Entorno.

O estudo expõe um problema social antigo, que é reflexo do que é visto em todo o Brasil, que é a grande concentração de jovens negros em situação de vulnerabilidade social. A exemplo disso, a gerente de estudos da Codeplan, Jamila Zgiet, lembra que as regiões mais carentes do DF apresentam o maior número de jovens negros, enquanto as cidades com maior poder aquisitivo os menores números.

“O estudo evidenciou que os jovens negros tem menos acesso à educação, possuem trabalhos menos atrativos e sofrem muito mais com a violência urbana. Reflexo disso são as taxas de homicídios, que em cidade onde há predominância de negros mortos”, explica Jamila.

Para a professora Renisia Garcia Celice, do Grupo de Estudos e Pesquisas em Políticas Públicas, História, Educação das Relações Raciais e Gênero da Universidade de Brasília (GEPPHERG/UnB) a problemática da marginalização do negro está enraizada na história do Brasileiro. “Vivemos numa sociedade que não consegue superar o preconceito contra negros”, comenta.

Segundo Renisia essa é uma questão de segurança e educação, que precisa ser trabalhada intensamente pelo governo. “O programa Juventude Viva tem essa missão difícil de fazer com que os negros tenham acesso a todos os serviços assim como os demais. Algumas medidas paliativas como as cotas, em universidade tendem a dar igualdade de raças, para em um futuro o negro está disputando por igual com qualquer pessoa sem ser marginalizada ou alvo de preconceito”, comenta.

Fonte:  Alô Brasília 

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