peração Legalidade Violência cresce com a Operação Tartaruga da PM


A Operação Tartaruga, realizada por policiais militares e bombeiros militares começa a surtir efeito.

A violência cresceu assustadoramente no Distrito Federal, nas duas últimas semanas. Na manhã desta segunda-feira (25), dois homens vestidos com paletó e gravata, e arma na mão assaltaram uma panificadora no Sudoeste. Cerca de quatro horas depois, outros dois homens assaltaram uma casa lotérica na QI 15 do Lago Sul. …

Moradores das duas regiões nobres da capital do país se sentiram amedrontados com a violência. No assalto à panificadora, os suspeitos agrediram funcionários e fugiram levando dinheiro do comércio e de clientes. O assalto foi o assunto comentado durante o dia por moradores, comerciantes e funcionários.

Enquanto a polícia procurava os suspeitos do roubo no Sudoeste, funcionários e clientes de uma casa lotérica na QI 15 do Lago Sul sofriam agressões de dois bandidos durante o assalto. Nem mesmo as câmeras do circuito de segurança foram capazes de inibir a ação dos delinquentes.

Segundo funcionários do comércio, os ladrões levaram todo o dinheiro arrecadado no fim da tarde de sexta-feira e todo o dia de sábado, que ainda não havia sido depositado. O valor subtraído não foi revelado.

As imagens do circuito interno de segurança da casa lotérica já estão com policiais da 10ª Delegacia de Polícia (Lago Sul) responsáveis pelas investigações. Eles vão utilizar as imagens para tentar identificar os suspeitos.

A violência continuou. Uma estudante de uma escola particular na quadra 914 Sul, levou um tiro depois de reagir a um assalto, quando saía do colégio à noite. Eva Gonçalves Reis foi abordada por dois ladrões no momento em que entrava no carro, uma caminhonete vermelha. Um dos ladrões anunciou o assalto e determinou para ela não gritar. A estudante se assustou com a arma apontada para a cabeça e reagiu. Foi ferida com um tiro, que atravessou o para-brisa, mas não corre risco de morte. Os ladrões fugiram em um Fiat prata.

Mas, não é só moradores de regiões nobres que sofrem com a falta de PMs nas ruas. A violência está pulverizada. São roubos, homicídios, estupros e tráfico de droga que assustam a população. Faixas espalhadas nas ruas do DF com a indicação da PM em greve, deu asas aos bandidos, apesar dos militares não poderem fazer greve.

Em Taguatinga, o dono de uma imobiliária também ficou ferido depois de reagir a um assalto, na tarde desta segunda-feira. Ele levou dois tiros e está internado em estado grave. Gustavo Cavalcante usava um computador quando foi surpreendido por um assaltante. Ele tomou a arma e atirou na perna do ladrão. O cúmplice, que aguardava do lado de fora dando cobertura, atirou contra o empresário. A dupla fugiu levando um notebook, mas abandonou o equipamento nas proximidades. A polícia suspeita que os ladrões buscavam dados de imóveis.

“O governo não deixou alternativa para a categoria e se não fizermos a Operação Tartaruga não conseguiremos chamar a atenção das autoridades para a importância do policial militar na Segurança Pública”, disse um PM que pediu para não ter o nome divulgado. Ele lembra que a categoria exige o cumprimento de 13 promessas feitas pelo governador durante a campanha. “Somos a categoria que recebe o menor salário entre os órgãos que compõem a Segurança Pública”.

A Secretaria de Segurança Pública e o comando da PM negam a existência da Operação Tartaruga, decidida em assembleia realizada na Praça do relógio em Taguatinga com a presença de cerca de oito mil homens, que decidiram pelo movimento. Eles seguiram do centro da cidade até a residência oficial de Águas Claras. O trânsito ficou congestionado por mais de quatro horas.

Três entidades que supostamente representam a categoria dizem que PMs e bombeiros militares estão dispostos a corre o risco de serem punidos por causa do movimento. Eles garantem que só estão atendendo ocorrências consideradas graves, como homicídio, estupro, tráfico de droga e roubo. Também só circulam em viatura na velocidade da via.

Na tentativa de conter o movimento, o governo sinaliza com uma gratificação para policiais e bombeiros que apreenderem armas. O valor das armas varia entre R$ 400 e R$ 1,2 mil. No entanto, o decreto ainda não estaria em vigor.

Fonte: Rota de Segurança – 26/11/2013

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