Pedidos de falência têm redução de mais de 25% ao longo de um ano


Por Redação – de São Paulo

Os pedidos de falência fecharam o ano em queda, de acordo com levantamento divulgado nesta quarta-feira

Os pedidos de falência chegaram a 124 em todo o país no mês de janeiro, o que representou queda de 25,75% na comparação com janeiro do ano passado quando foram registrados 167 requerimentos. Os dados estão no Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações. Dos 124 requerimentos de falência efetuados em janeiro de 2014, 72 foram de micro e pequenas empresas, 31 de médias e 21 de grandes. Segundo a Serasa Experian, desde que a nova Lei de Falências entrou em vigor, em 2005, o mês com menor número de falências requeridas foi fevereiro de 2013, com 100 pedidos.

De acordo com as análises dos economistas da Serasa Experian, o atual cenário de reduções graduais dos níveis de inadimplência, tanto dos consumidores quanto das empresas, tem contribuído para o recuo nos pedidos de falências, em que pesem as sucessivas elevações das taxas de juros desde meados do ano passado.

Nas empresas

Pesquisa da Serasa, divulgada na última sexta-feira, mostra também que o ritmo de crescimento da inadimplência das empresas diminuiu, em 2013, no melhor resultado das condições de pagamento em dois anos, segundo aponta o Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas. Embora a taxa de evolução tenha apresentado crescimento de 2,5%, o percentual ficou bem abaixo do registrado em 2012 (10,4%) e 2011 (19%).

A situação mais confortável após a crise financeira internacional de 2008 foi constatada em 2010, quando os atrasos das dívidas recuaram em 3,7%. Na análise dos economistas da Serasa Experian, a queda da inadimplência dos consumidores favoreceu essa melhoria. “O resultado da inadimplência das empresas só não foi melhor por causa das altas verificadas nas taxas de juros e de câmbio durante o ano passado, as quais impactaram os custos operacionais e financeiros das empresas”, diz o relatório.

Na comparação de dezembro de 2013 com igual mês de 2012, houve alta de 10,1%, e em relação a novembro último, queda de 1,9%. O único tipo de dívida em alta na virada do mês foi a assumida com os bancos (3,4%), cujo valor médio no ano alcançou R$ 5.316,20 ou 1,3% acima do observado em 2012.

Já as dívidas não bancárias (cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água) caíram 1,2% sobre novembro do ano passado e a média do valor anual das dívidas ficou em R$ 814,05 ou 7% mais do que em 2012.

A inadimplência relativa aos títulos protestados em dezembro foi 7,8% menor que em novembro, e o valor no ano atingiu R$ 2.052,05, 5% maior do que em 2012. No caso dos registros de cheques sem fundo, houve recuo de 3,5% na comparação com mês anterior. Na média no ano, alcançou R$ 2.413,62.


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