PCDF prende organização suspeita de fraudar sistema de financiamento imobiliário

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) realiza desde as primeiras horas desta terça-feira (12) a operação Casa Nova, que prendeu até o momento cerca de 12 pessoas. Eles são suspeitos de envolvimento em esquema de fraude no sistema de financiamento imobiliário na Caixa Econômica e na Poupex, resultado de dez meses de investidação. Entre os suspeitos presos, estão uma funcionária Secretaria da Fazenda do DF, que conseguia dados de imóveis reais para fraudar documentos, além de um policial militar e um bombeiro reformados. Ao todo, 23 pessoas estão sendo investigadas, incluindo funcionários da Caixa.

A PCDF prendeu, em flagrante, 17 pessoas em diversos pontos do DF e no Goiás, como em Taguatinga, Luziânia, Valparaíso e Samambaia. Segundo o delegado Jefferson Lisboa, “cada um tinha uma função dentro da organização. Alguns eram corretores e ofereciam os empréstimos. Outros, gerenciavam e contratavam os corretores e outros falsifiavam documento”. A organização atuava a mais de um ano no DF e o esquema funcionava, de acordo com Lisboa, da seguinte maneira: “Eles montavam pontos de atendimento próximos as agências da Caixa Econômica Federal e da Poupex e aliciavam interessados”. Quem contratou os serviços e sabia da prática também está sujeito a indiciamento.

Os alvos da quadrilha eram programas de financiamento como o Construcard – um programa de crédido destinado à compra de materiais de construção – da Caixa Econômica, além de outras linhas de crédito similares como o Moveiscard, também da Caixa. Esse, fornece um cartão diferenciado aos beneficiados do programa Minha Casa Minha Vida. Quem possui o cartão, tem o direito de financiar até 100% das compras com até 60 meses para pagar e juros baixos. 


Para conseguir a liberação, o grupo falsificava todos os documentos necessários para o financiamento. Até mesmo, contas de luz com valor adulterado. “A investigacao começou por denúncias de pessoas que estariam sendo beneficiadas com esses empréstimos fraudentos”, conta o delegado. Um corretor da quadrilha era capaz de conseguir até 300 contratos por mês e um dos líderes do bando tinha, de acordo com Lisboa, um lucro líquido mensal de R$50 a R$55 mil por mês. Arquivos e computadores foram apreendidos por agentes da Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, à Ordem Tributária e a Fraudes (CORF).

Os envolvidos vão responder pelos crimes de estelionato, uso de documentos falsos, receptção e organização criminosa. A prisao preventiva será DCE e de lá vao ser julgados e, provavelmente, encaminhados para a Papuda.

Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br

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