Palmeiras empata com Grêmio e é finalista da Copa do Brasil

Palmeiras empata com Grêmio e é finalista da Copa do Brasil 

O Palmeiras será o adversário do Coritiba na final da Copa do Brasil. Depois de ter vencido a partida de ida por 2 a 0 em Porto Alegre, a equipe comandada por Luiz Felipe Scolari confirmou a vaga nesta quinta-feira com um empate por 1 a 1 com o Grêmio na Arena Barueri, em uma partida nervosa, que acabou ficando marcada por três expulsões (duas da equipe gaúcha) e também pelo brilho do chileno Valdivia. Ele entrou em campo pela primeira vez após ter sofrido um sequestro relâmpago e marcou o gol que selou a classificação alviverde.
O Grêmio saiu na frente aos 21min do segundo tempo, com o volante Fernando. O Palmeiras empatou logo depois, com o camisa 10 chileno voltando a campo duas semanas depois de ter sofrido um sequestro relâmpago em São Paulo. O confronto, bastante nervoso, ainda teve os gremistas Edilson e Rondinelly expulsos, assim como o zagueiro alviverde Henrique.
A decisão da Copa do Brasil será a primeira de Felipão neste retorno ao Palmeiras. A equipe, que não jogava uma final desde o Campeonato Paulista de 2008, ainda conseguiu colocar fim a dois incômodos e longos jejuns que insistiam em seguir no Palestra Itália: retornar à disputa de um título nacional após 12 anos e da Copa do Brasil após 14.
Agora, o Palmeiras se reencontrará com um carrasco recente na Copa do Brasil: o Coritiba, que em 2011 eliminou o time palestrino nas quartas de final com direito a uma goleada por 6 a 0 no jogo de ida, no Couto Pereira. Inicialmente, as partidas decisivas estão marcadas para 4 e 11 de julho.
Equilíbrio marca primeiro tempo 
O técnico Luiz Felipe Scolari manteve o esquema que deu certo na partida de ida, com três zagueiros de origem – mas com Henrique atuando como primeiro volante. No entanto, em casa e com a vantagem de perder por até um gol de diferença, os palmeirenses não se limitaram a marcar. Pelo contrário: dominaram no início do jogo e tiveram duas grandes chances de inaugurar o marcador. O confronto, aliás, ainda teve uma confusão logo aos 8min, com Daniel Carvalho e Werley trocando empurrões – o meia alviverde foi punido com o cartão amarelo.
A primeira grande oportunidade da partida saiu de uma jogada da esquerda, do atacante Mazinho, que avançou pelo flanco do campo aos 2min e cruzou rasteiro na pequena área. Daniel Carvalho se atirou e deslizou no gramado molhado, mas não conseguiu mais do que triscar na bola – insuficiente para desviá-la na direção do gol. Mais tarde, aos 17min, Daniel foi quem desceu pela direita e levantou na cabeça de Maurício Ramos, mas Victor fez grande intervenção com os pés para manter o placar zerado.
O Grêmio acabou crescendo no final do primeiro tempo e também teve duas boas oportunidades, mas acabou parando na zaga alviverde. Marco Antônio arriscou de fora da área aos 34min e Bruno teve trabalho para fazer a defesa. Depois, Kleber recebeu na área e contou com um escorregão de Maurício Ramos para ficar na cara do gol, mas demorou para finalizar; Artur se recuperou e desarmou o camisa 30.
Segundo tempo nervoso, de definições e expulsões 
Assim como foi na primeira etapa, o segundo tempo começou nervoso, com bastante reclamação por parte dos dois lados. No entanto, era o Grêmio quem pressionava – afinal, o time gaúcho precisava marcar pelo menos dois gols em 45 minutos para forçar no mínimo a decisão por pênaltis. E, de tanto insistir nas bolas alçadas na área, a equipe de Vanderlei Luxemburgo encontrou o gol aos 21min: Edílson cobrou falta na área, a bola quicou na pequena área e Bruno rebateu. O rebote caiu nos pés de um livre Fernando, que empurrou para dentro e deixou a partida dramática.
O drama de traumáticas eliminações recentes certamente assombrou os palmeirenses enquanto Fernando celebrava o gol gremista. Mas coube ao jogador que esteve mais em evidência nos últimos dias no elenco alviverde empatar rapidamente a partida e dar um pouco mais de tranquilidade à equipe de Luiz Felipe Scolari. Valdivia, que havia entrado aos 14min no lugar de Daniel Carvalho, puxou contra-ataque e abriu na esquerda para Juninho; o lateral devolveu para o chileno, que, na área, tocou rasteiro, no canto, e igualou o marcador aos 27min.
Valdivia extravasou na comemoração do gol: tirou a camisa (e posteriormente recebeu cartão amarelo) e foi em direção ao banco de reservas para abraçar (e quase derrubar) Felipão. O camisa 10, vale ressaltar, viveu dias de incerteza no Palestra Itália após ter sofrido um sequestro relâmpago há exatas duas semanas e cogitou até deixar o clube para ficar com a família no Chile.
A partida, porém, perdeu em emoção e acabou se tornando ainda mais nervosa aos 34min. Barcos escapou de um carrinho de Gilberto Silva, mas sofreu uma entrada por trás de Rondinelly, que recebeu o cartão vermelho imediato do árbitro. Um bate-boca começou na área gremista e Edílson, após discussão, deu um soco no rosto de Henrique e também foi expulso. O juiz ainda ouviu o relato de um dos assistentes e excluiu da partida o camisa 3 alviverde.
Na cobrança da falta sofrida por Barcos, mais de cinco minutos depois da paralisação, Valdivia acertou a trave. O Palmeiras não conseguiu virar e sair de campo com a vitória, mas nada disso importava. Os torcedores conseguiram voltar a celebrar a participação em uma grande final (de nível nacional ou internacional) após 12 anos (as últimas haviam sido em 2000, na Copa Libertadores da América e na extinta Copa dos Campeões). Na Copa do Brasil, o jejum perdurava havia 14 anos, desde que o time de Felipão se sagrou vencedor em 1998.

About A Politica e o Poder

%d blogueiros gostam disto: