Outubro Rosa na capital da República

As secretarias de Saúde e da Mulher realizam, desde o início deste mês, a campanha Outubro Rosa para chamar a atenção da população do Distrito Federal sobre o câncer de mama. Vários monumentos da capital estão iluminados com a cor. O movimento é realizado em todo mundo durante o mês.

Além da campanha, o governo mantém, durante todo o ano, ações para identificação precoce da doença. De janeiro a setembro deste ano já foram realizados 17 mil exames de mamografia na rede pública de saúde do DF.

Além disso, a Carreta da Mulher, que percorre todas as cidades, possui equipamentos próprios para realizar os primeiros exames. Até o fim do ano, a Secretaria de Saúde pretende adquirir mais duas dessas unidades móveis de atendimento e outras três no próximo ano, totalizando seis.

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABrDesde
 
O início deste mês, monumentos da capital federal receberam iluminação cor-de-rosa para chamar a atenção para o câncer

Para o secretário de Saúde, Rafael Barbosa, é preciso que a população se conscientize sobre a importância de prevenção. “O diagnóstico precoce é muito importante em qualquer quadro da saúde. No caso da câncer de mama, é preciso que as mulheres façam os exames anualmente e ao primeiro sinal de que há algo errado, procurar o tratamento”, alerta.

A Secretaria da Mulher também promove ações de conscientização para a realização dos exames médicos e do auto-exame. “Distribuímos folderes que falam sobre a importância de se fazer os exames e indicam os locais onde eles podem ser feitos. Também promovemos oficinas, que trabalham com a importância de a mulher conhecer o próprio corpo”, diz a secretária Olgamir Amancia.

O Distrito Federal registra em média 880 novos casos de câncer de mama todos os anos, segundo dados da Secretaria da Saúde.

Ações desenvolvidas

A Gerência de Câncer da Secretaria de Saúde do Distrito Federal promove a criação de três centros de diagnóstico precoce, equipando a rede com aparelhos de alta tecnologia que visam estabelecer um parecer rápido e eficaz. Os centros serão localizados no Hospital de Base, Hospital Regional de Sobradinho e Hospital Regional da Ceilândia. A unidade em Sobradinho tem previsão de inauguração na próxima semana.

Outra ação do órgão é a regulamentação das consultas com médicos mastologistas – especialistas no tratamento do câncer. Assim que o exame confirmar o câncer, a paciente imediatamente é encaminhada ao médico responsável. “Não haverá demora no atendimento, pois sabe-se que quanto mais rápido o diagnóstico, maior são as possibilidades de cura”, afirma a gerente de câncer da SES, Cristina Scandiuzzi.

Reestruturar o atendimento de forma a reduzir a morbimortalidade desse câncer, por meio da oferta de serviços para prevenção e detecção em estágios iniciais, tratamento e reabilitação possibilitará a melhoria na prestação dos serviços, na qualidade de vida das mulheres do SUS e na redução dos gastos públicos com tratamentos de alta complexidade e questões socioeconômicas decorrentes de diagnósticos e tratamentos tardios.

O câncer do colo do útero é o segundo tumor mais frequente na população feminina brasileira e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. Por ano, faz 4.800 vítimas e apresenta 17.540 novos casos, conforme as estimativas de câncer do Instituto Nacional do Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca). Estima-se para o Brasil, no ano de 2012, 17.540 casos novos de câncer do colo do útero, com um risco estimado de 17 casos a cada 100 mil mulheres; destes, 2.020 na região Centro Oeste e 330 no DF. Por isso, representa um grande desafio de saúde pública.

Metas propostas
As ações desenvolvidas pela Gerência de Câncer da Secretaria de Saúde do DF atendem às metas nacionais propostas pela presidente Dilma Rousseff no Plano de Enfrentamento das Doenças Crônicas e Agravos Não Transmissíveis (Brasil 2011-2022), que visam:
– aumentar a cobertura de exame preventivo de câncer de colo uterino em mulheres de 25 a 64 anos;
– tratar 100% das mulheres com diagnóstico de lesões precursoras de câncer; e
– realizar exames de mamografias em 70% das mulheres do grupo de risco – entre 50 e 60 anos a cada dois anos.

 

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