“Oposição desunida pode entregar segundo mandato a Agnelo”


Escrito por Redação

FOTO: GETÚLIO ROMÃO


A corrida para assumir o comando Palácio do Buriti, a partir de 1° de janeiro de 2015, mal começou e especulações de nomes vêm surgindo a toda hora.

O cenário ainda é confuso. Os mais renomados caciques da política local já encontram dificuldades para emplacar seus nomes e concorrer às chapas majoritárias. Os motivos? Quase todos encrencados com processos de corrupção, e pendências na justiça eleitoral.

Em entrevista à Gazeta de Taguatinga, o empresário e ex-senador pelo Distrito Federal, Adelmir Santana, faz um importante alerta: “O perigo nas próximas eleições é a oposição continuar correndo em sentidos opostos”

Em meio a frases soltas, o empresário faz reflexões do que foram às eleições de 2010 e o que pode acontecer no próximo pleito, em 2014.

Reflexões de Adelmir Santana:

2010, Agnelo surge do nada, mas leva as eleições
“No pleito passado tivemos a chance de impedir que Agnelo fosse eleito. O PT vinha de uma forte campanha no cenário nacional e projetava a imagem de Lula e Dilma também em Brasília. A oposição estava esfacelada. Arruda era o único capaz de ‘bater’ o PT, mas estava arruinado com o escândalo da Caixa de Pandora. A grande chance era a união do grupo da oposição, porém isso não aconteceu”.

Vaidade política, o maior vilão de 2010
“Em 2010, a vaidade tomou conta do grupo da oposição. Roriz já sabia da possibilidade de ter problemas com a justiça, deveria ter preparado o cenário. Ao invés disso, manteve sua candidatura. Considerado inelegível, quase aos 45 do segundo tempo, e sem opção, resolveu colocar em seu lugar na disputa sua esposa Weslian, – uma dona de casa a qual temos muita simpatia e respeito – , mas que nunca havia se envolvido com atividades políticas. Foi um fiasco”.

No tabuleiro da política, a movimentação das peças foi um desastre
“Todos sabiam que o PT vinha com tudo. O PMDB, de Filippelli, fortaleceu a campanha de Agnelo. As vagas para o Senador, Câmara Federal e Distrital foram mal distribuídas. Houve muita preferência em eleger alguns nomes e não deram apoio real a quem vinha crescendo na campanha. Acabaram se perdendo, e esquedendo-se de apoiar devidamente a chapa majoritária”.

Jogo sujo
“É impossível concorrer às eleições em meio a ‘fogo amigo’. Diante do crescimento de alguns candidatos, companheiros da própria coligação agiam de forma desonesta. Houve produção de material apócrifo difamando candidatos da mesma coligação. Erros propositais nos ‘santinhos’ de campanhas tiraram votos de candidatos fortes”.

2014 pode dar Agnelo novamente
“O PT tem tudo para ganhar as eleições em 2014 aqui no DF. O PT tem a máquina na mão. Na hora do vamos ver eles se unem e vão em uma só direção, o que acabam fortalecidos. O PMDB, de Filippelli continuará com o PT. Roriz diz que é candidato, mas temos dúvidas se irá concorrer, – desta vez, já deixou claro que sua filha e deputada Distrital Liliane Roriz poderá sair em seu lugar (precisamos saber se Liliane tem habilidade para unir todo o grupo). Jofran Frejat, que foi uma das opções em 2010 para substituir Roriz, não dá sinais que está disposto. Alberto Fraga, apesar de ter um bom discurso oposicionista, não possui características de aglutinar o grupo em torno de seu nome. Arruda afirma ser candidato, tem voto, mas aguarda decisões da justiça para se candidatar. Sem um nome para enfrentar Agnelo, o resultado de 2010 se repetirá”.

Gazeta de Taguatinga:

Com união da oposição, Agnelo terá trabalho

A entrevista com Adelmir Santana mostra que se a oposição, hoje desunida, se unir em torno de um só nome, a história de 2010 não se repetirá, pelo menos não tão facilmente.

No entanto, a população do DF anseia pelo surgimento de novos nomes, – uma alternativa que lhes passem segurança. Um nome que tenha o apoio de todos os grandes líderes da cidade, e que tenha um histórico de trabalho sem precedentes.

As próximas eleições aí vêm. Se os mesmos nomes surgirem lançado suas candidaturas próprias, votos serão pulverizados. Por isso, é necessário que a oposição se una em um só nome. Um nome que seja capaz de unir todos em um só propósito. Adelmir afirma não ser candidato, mas se convocado, está à disposição.

FOTO: GETÚLIO ROMÃO

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