OPINIÃO Questão de prioridade. E compromisso

Por Ricardo Callado  


 Se a pesquisa do Ibope divulgada nesta sexta-feira (13) não clareou as mentes no Palácio do Buriti, as luzes não se ascendem mais. O tempo é cada vez mais curto para o governador Agnelo Queiroz. Os índices de aprovação precisam melhorar. A cota de erros estourou.

É preciso dá um basta nas trapalhadas dentro do governo. O primeiro escalão mais atrapalha do que ajuda. São poucos os secretários que fazem a máquina funcionar. Os outros são incompetentes ou estão enrolados em algum escândalo. O pior: ainda atrapalham aqueles que estão trabalhando.

Quando não é declaração desastrada até sobre falta de agulhas, é um bate-cabeça no plano de saúde de militares. Além da ausência no cumprimento de compromisso. Ou de se atentar as prioridades que uma eleição requer. E vai se criando uma coleção de problemas. De insatisfeitos. De desafetos. Vai estourar, é claro, no colo de Agnelo. Afinal, é ele o candidato à reeleição.

A turma dos desastrados, aloprados ou malintencionados, cada um, vai cuidar da sua vida caso o chefe venha a naufragar em 2014. Não se importam. Tirando aqueles, é claro, que se auto-intitulam sócios políticos. Irão perder as benesses do poder. Será merecido. Não fazem nada para ajudar o governador a seguir o rumo certo. As vezes, fazem o contrário.

Na época da eleição pode se prometer o que não se pode cumprir. Mesmo que isso seja errado. Durante o governo, promessa é dívida. Tem que pagar. Tem que cumprir. No primeiro caso se engana o eleitor. No segundo, as vítimas são os aliados. O resultado é o não apoio de um e do outro. Menos um mais menos um é igual a menos dois. Se um lado perde apoio, outro ganha.

Não é preciso ser muito inteligente para saber que é uma equação fadada ao fracasso. Não existe político de sucesso que ludibriou os próprios aliados. São eles que ajudam a construir uma candidatura. Que ajudam a melhorar uma imagem de governo. Mesmo com os trapalhões do palácio.

O pior é que os índices negativos alcançados pelo governo não são frutos de ataques da oposição. O espaço que os adversários ocupam é muito pequeno. E quase não chegam aos ouvidos da maior parte dos eleitores.

São consequências da própria maneira de governar. Da escolha da equipe. E da forma de tratar aliados. Quem atrapalha está nos gabinetes próximos ao governador. Quando iniciar o processo eleitoral e a oposição tiver voz a situação pode piorar. Pode sim!

Nos últimos três meses a linguagem do governo mudou. Melhorou. Mas não houve tempo suficiente para reverter os últimos dois anos e meio de descaso. É um processo lento. E que requer paciência.

Aliado a isso, o tratamento do governo com quem está ao seu lado tem que ser revisto. Não se governa para um pequeno grupo. Uma sociedade de sem-votos que impõe o que quer e quem quer nos negócios. O GDF não é um grande negócio. Não é uma sociedade. É para a sociedade.

Os erros que vem sendo cometidos são claros. Como estão aos olhos-nu aqueles que travam o governo. Que isolam o governador da população. Que causam constrangimentos desnecessários. E levam Agnelo a figurar entre os de menor avaliação.

Ainda há tempo, basta fazer a coisa certa. O feijão com arroz. Assumir compromissos. E honrá-los. Assumir prioridades. E cumpri-las. E se lembrar de como se ganha uma eleição: ciscando para dentro.

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