Operação que levaria Boeing para quintal de casa no Park Way é suspensa

Operação que levaria Boeing para quintal de casa no Park Way é suspensa Agência de Fiscalização suspende operação, prevista para hoje, que levaria o avião até a chácara de empresário. Segundo os técnicos, o imóvel não é adequado para receber o modelo 737-200 que pertencia à Vasp. Proprietário estuda abrir um restaurante

Renato Alves

O avião da Vasp ficou durante seis anos em um pátio do aeroporto de Brasília até ser vendido: agora, empresário terá que arranjar um lugar para colocar o Boeing

Um avião da Vasp foi comprado por um empresário brasiliense em um leilão judicial realizado há seis meses. O Boeing 737-200 estava ao relento no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília e seguiria para o quintal de uma chácara no Park Way. A operação para levar o equipamento até a casa do comprador já estava montada e ocorreria na madrugada de hoje. Mas uma decisão tomada pela Agência de Fiscalização (Agefis), a pedido da Administração Regional do bairro, suspendeu o transporte.

De acordo com técnicos da Agefis, o local onde a aeronave seria estacionada não está regularizado e, por isso, não pode ser utilizado para esse fim. Antes de receber a notícia do cancelamento da operação, o novo dono do antigo avião, o empresário e farmacêutico Rogério Tokarski, fundador e proprietário da rede de farmácias de manipulação Farmacotécnica, pretendia fazer da aeronave um estabelecimento comercial voltado ao entretenimento. “Tenho ‘n’ projetos na cabeça, baseados em experiências que vi mundo afora. Pode ser um bar ou um restaurante, por exemplo”, conta.

Tokarski decidiu participar do leilão por curiosidade. “Eu vi que poderia preservar a memória da aviação e gerar renda de uma coisa que poderia acabar em um ferro-velho”, explica. “O avião não voa, não tem motor, mas o interior está impecável, com as poltronas originais da fábrica da Boeing”, destaca o novo proprietário.


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