OAB-DF cobra a apuração de excessos


  Diante de relatos de supostos 
excessos da Polícia Militar, durante o protestos de rua no 7 de Setembro, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF) pede a apuração das responsabilidades à Secretaria de Segurança e à Procuradoria-Geral do DF. Da Polícia Militar, a OAB cobra a apuração dos fatos em relação ao vídeo divulgado no Youtube, onde o capitão Bruno é indagado do motivo para o disparo de gás de pimenta. No vídeo ele mesmo declarou que “fez porque quis” e, ainda, que “pode denunciar”. A OAB considera que a polícia agiu com truculência, e pede que seja garantido que a conduta dos
policiais militares, “em total desrespeito ao princípio da dignidade humana e ao Estado Democrático de Direito, não se repita”. O relatório assinado pela vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos, Indira Quaresma, afirma que os integrantes desta e das comissões de Prerrogativas e Ciências 

Criminais e Segurança Pública foram testemunhas oculares dos erros da PM.
“Se ainda não conseguimos chegar ao patamar de manifestações inteiramente pací-ficas, já deveríamos ter chegado ao patamar de uma polícia que saiba respeitar o ser h u m a n o”, diz. Indira afirma ainda que não se refere somente ao tratamento dispensado à imprensa, atacada com spray de pimenta, ou aos manifestantes atacados com jatos de água ou bombas de gás lacrimogêneo, que é de conhecimento do público em geral. “Refiro-me principalmente ao tratamento humilhante e degradante que sofreram as pessoas encaminhadas à Delegacia de Polícia Especializada (DPE) e à Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA). Refiro-me a algumas atitudes da polícia inaceitáveis, como a falta de identificação dos policiais, principalmente da Rotam, que eu pude verificar. Nossos advogados já haviam constatado e alguns dos detidos também relataram”. O documento também destaca que, na maioria dos casos, o policial que efetuou a prisão não foi o mesmo que conduziu os detidos até a DPE e que algumas pessoas foram detidas sem serem informadas por qual razão. Há também relatos de espancamento e humilhação dos detidos, durante a detenção e no caminho para a DPE.

REPRODUÇÃO/ YOUTUBE Até as 21h40 de ontem, vídeo protagonizado pelo PM tinha 663 mil visualizações vers ão oficial De acordo com a Secretaria de
Segurança, foi aberto um processo de apuração para investigar a conduta do
comandante Bruno. A SSP considera que, no cenário geral, a atuação da polícia foi correta.


Jornal de Brasília 

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