O poder da beleza no exercício da autoridade policial


Fábio Magalhães


As mulheres estão tomando conta das delegacias do Distrito Federal. O ambiente, antes exclusivo dos homens, e que demanda certa rigidez e pulso firme, tem sido cada vez mais administrado pelo sexo feminino. São delegadas que esbanjam bom humor, são lindas e igualmente competentes no trabalho. Com maior espaço dentro da profissão, elas já formam um grupo de 92 delegadas e correspondem a 25% da categoria no DF.

Para quem acha que, por ser mulher, não é necessário pegar no pesado, elas são a prova de que não há, dentro da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), distinção de gênero. O trabalho desenvolvido por elas é exatamente o mesmo que o realizado pelos delegados, e isso inclui ir para as ruas, quando necessário, e fazer diligências em busca de criminosos.

Com 26 anos de trabalho na polícia, a delegada Cláudia Alcântara, 48 anos, atualmente exerce o cargo de coordenadora da Coordenação de Repressão a Crimes contra o Consumidor, a Ordem Tributária e a Fraudes (Corf), e esbanja bom humor e dedicação ao trabalho que executa. Em todos estes anos de serviço, ela passou pelas mais variadas áreas da Polícia Civil e conhece, a fundo, diversos setores da instituição. “Entrei para a polícia muito nova e, em 1996, virei delegada. Por todos os lugares que passei, onde chego, dou o meu melhor, porque tenho prazer no que faço”, orgulha-se.

De batom, sempre

Em excelente forma física e bastante vaidosa, Cláudia revela que só desce do salto quando é necessário. Durante as operações, ela utiliza botas com pequenos saltos e sempre, sem exceção, está de batom. O segredo para manter a forma, segundo ela, é uma simples caminhada diária. “As mulheres da polícia, antigamente, eram mais masculinizadas. Eu me policiei bastante para não adquirir o linguajar que comumente é falado nas delegacias. Hoje, as mulheres estão bem femininas”, revela.

Maquiada, usando batom e brincos, a figura de delegada durona não é a utilizada por Cláudia. Com espírito de liderança nato, ela, que comanda uma equipe de 80 pessoas, sendo 55 homens, diz que basta uma conversa amigável com a equipe para tudo ficar nos eixos. Já com os criminosos, ela afirma que o respeito é o principal. “Cumpro a Constituição, e trato-os com respeito. Certa vez, por causa desse tratamento, um preso, que cumpriu três anos de reclusão, voltou à delegacia para me agradecer porque eu o havia tratado com dignidade. “Esta atitude é gratificante”, relembra.

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Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br

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