O medo de Mino Pedrosa


O medo de Mino Pedrosa

O misto de dublê de lobista-assessor do contraventor Carlos Cachoeira, Mino Pedrosa, está, assim como todo o PiG, desesperado com a iminente instalação da CPI do Cachoeira.Todos os dias ele publica no seu site, o Quidnovi, uma ameaça dirigida ao PT e ao governo Dilma.
Em texto, retirado do ar, mas recuperado por um leitor do site Brasil 247, escreve Mino Pedrosa:

“Ainda estava escuro, quando às 6 horas da manhã, do dia 29 de fevereiro de 2012, a mansão de luxo, na Rua Cedroarana, Quadra G-3, Lote 11, no Residencial Alphaville Ipês, em Goiânia, de propriedade do governador de Goiás Marconi Pirillo até 2010, foi invadida pela “swat” da Polícia Federal. Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi preso numa ação cinematográfica. O arrombamento da porta da sala e a chegada dos agentes federais ao quarto de Carlos Cachoeira coroava a Operação Monte Carlo.

Vai aqui, e nos demais parágrafos do artigo, os comentários das partes que interessam.
Ação cinematográfica? Como pode ser considerada ação cinematrogáfica se o repórter G da TV Globo não estava lá para filmar, assim como fez quando da prisão de Daniel Dantas, Celso Pita e comparsas? Curioso é que Mino Pedrosa nunca reclamou das ações cinematográficas da PM do PSDB na favela de Pinheirinho.Pedrosa é do tipo que acha que polícia foi feita para prender os 3 P(preto, pobre e prostituta).Mais:eu não sabia que a mansão que Cachoeira mora pertence a Marconi Perillo.A CPI precisa saber de Cachoeira tudo sobre essa parceria entre ele e o tucano.

Cachoeira, como é chamado, acordou assustado. No corredor, a sua prisão era assistida pela fresta da porta por uma criança de 12 anos, sua enteada, e pela esposa, Andressa. O delegado que comandava a operação pediu que o contraventor abrisse o cofre, mas Cachoeira argumentou que não sabia o segredo. Só Andressa tinha a senha. A polícia entrou no quarto e exigiu que o cofre fosse aberto. Imediatamente a esposa de Cachoeira mostrou o que havia guardado em segredo: joias, inclusive de família, uma quantia em dinheiro de um imóvel vendido por Andressa, documentos e alguns DVDs de conteúdo ainda não revelado.

Mino está morrendo de dó de Cachoeira.Tão bonzinho seu patrão! Quer dizer que Cachoeira acordou assustadinho? Que peninha!Engraçado que Mino, tão bem informado das coisa de Cachoeira, não disse qual a quantia em dinheiro que havia no cofre da bela Andressa(confira a cachoeira de prazer).Diz, Mino Pedrosa, diz!
A Polícia Federal acreditou ter fechado a Operação Monte Carlo naquele momento, mas não sabia que ali começava um dos maiores escândalos da política brasileira. Cachoeira foi para a carceragem da PF em Brasília e preferiu o silêncio.

Aqui Mino Pedrosa está certíssimo.Este é o maior esquema de corrupção da história do Brasil, que envolve a nata política de Goiás. Que pegou, de uma só vez, os tucanos Marconi Perillo, Leonardo Vilela, e Carlos Alberto Leréia e o demo Demóstenes Torres.
Em fevereiro de 2004, Carlinhos foi protagonista do escândalo Waldomiro Diniz, onde o assessor do ministro chefe da Casa Civil José Dirceu, foi denunciado por receber propina do esquema de jogo clandestino no país. Naquele momento, Cachoeira recebeu total apoio do PT comandado por Zé Dirceu, que rotulava o contraventor como “empresário do jogo”, e o Ministério Público como “aparelho repressor e conspiratório.”
O que Mino escreve neste parágrafo encerra uma contradição manifesta, como veremos mais a frente, e uma omissão gritante.Não é verdade que o PT, naquela ocasião, deu apoio à Cachoeira.Como que o PT iria dar apoio à Cachoeira se este meliante estava querendo derrubar o governo Lula e Dirceu? A bem da verdade, o apoio que o PT deu à Cachoeira foi Lula editar uma medida provisória proibindo a jogatina no Brasil.MP que foi derrotada pela oposição ao governo Lula no Congresso Nacional.Mino Pedrosa omite que Waldomiro Diniz intermediou uma TV para ele(Mino Pedrosa) em Tocantins.

As digitais do PT foram constatadas quando a Polícia Federal começou as investigações sob o comando da sede em Brasília. O Palácio do Planalto acompanhava tudo e aguardava o momento certo para contrapor o escândalo do Mensalão que será votado nos próximos meses pelo Supremo Tribunal Federal.

Oi, mas Demóstenes Torres não vive dizendo que quem começou a investigação foi a Polícia de Goiás? Ontem mesmo, no JN, o advogado Kai Kai disse, para livrar a cara de Demóstenes, que Benedito Torres, irmão de Demóstenes, avisou ao senador 30% que não havia nada no inquérito relacionado a ele.Se é assim, como é que o PT usou a PF para pegar os corruptos de Goiás em flagrante? A PF entrou no caso quando percebeu que havia indícios de que servidores públicos estavam envolvidos

Cachoeira tinha um forte esquema de proteção na Polícia Federal de Goiás, onde contava com seu fiel escudeiro o chefe da inteligência da Polícia Federal. Cachoeira sempre foi um homem muito bem relacionado. Colaborador de todas as horas nas campanhas políticas, principalmente do PT. As investigações aconteciam e surpreendiam o comando da PF. Políticos de alto escalão se misturavam com empresários e contraventores.

Bem. Se Cachoeira colaborava com as campanhas do PT os grampos da PF ainda não indicaram nada, a não ser R$ 100 mil reais pago a um petista de quinta categoria lá de Goiás.Ao contrário, já se sabe que Cachoeira contribuiu com quase um milhão para campanha de Marconi Perilo.

Cachoeira foi transferido como preso comum para a Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Desembarcou na cidade sob um sol escaldante, de 42 graus, e foi levado para a cela 17 do presídio. Parecia que a situação tinha chegado ao fim, quando o contraventor foi chamado para raspar a cabeça e receber o tratamento de preso de alta periculosidade. Enquanto a máquina deixava à vista o couro cabeludo de Cachoeira, lágrimas de ódio rolavam pelo seu rosto. Naquele momento, revendo o filme da prisão de Fernandinho Beira Mar, o silêncio de Carlos Cachoeira se transformava em ira contra o PT. Somente no dia seguinte teve o direito de encontrar seu advogado Ricardo Sayeg.

Mino está revoltado porque, segundo ele, a Polícia Federal colocou Cachoeira, que agora virou boca de caieira, numa prisão de 40 graus, porque a PF rapou as belas melenas de Cachoeira.Não se viu essa revolta de Mino quando, meses atrás, um grupo de servidores do DNIT teve o cabelo rapado e ficou fichado numa cela de 40 graus.Mino nunca reclamou das condições de vida dos presos do presídio Aníbal Bruno, aqui em PE, e de outros presídios do Brasil.

Aí começava o desabafo de alguém que sabe muito e não vai evitar a vingança. Os responsáveis pela Operação Monte Carlo foram os petistas, o alvo; o líder de oposição Demóstenes Torres (DEM-GO) e a isca; o mesmo Cachoeira que no passado foi tão amigo do PT, e agora tão usado.

Já disse em comentário anterior:Segundo Demóstenes que deflagrou a operação que culminou com a prisão de Boca de Caieira foi a Polícia de Goiás.A PF entrou no caso quando percebeu que havia indícios de que servidores públicos estavam envolvidos.

Com a chegada do senador Aécio Neves (PSDB-MG) no Congresso, era esperado que naturalmente o neto de Tancredo Neves fosse o líder da oposição ao Governo Dilma. Aécio recebeu algum recado e se mantem apagado no cenário político. Com isso, o líder do Democratas se destacou nacionalmente como o homem que lidera a oposição. Com o destaque, o senador passou a ser o inimigo número um do Partido dos Trabalhadores, que começou a caçada. Aécio Neves, taxado por ter telhado de vidro, trabalhou como bom mineiro, no silêncio, e assiste o colega de oposição servindo de boi de piranha. Nos bastidores se comenta que Aécio só irá assumir a liderança da Oposição no último ano do Governo Dilma evitando o desgaste prematuro.

Apesar do PT ter pesado a mão sobre Demóstenes Torres não foram encontradas provas que possam calar a voz da oposição. A relação do senador com Carlos Cachoeira é meramente social, como as mantidas com outros empresários do estado de Goiás. É menos íntima, por exemplo, do que a mantida entre o ex-presidente Lula e o seu churrasqueiro Jorge Lorenzetti, envolvido num escândalo de repasse de R$ 18,5 milhões em verba pública para sua ONG. Tanto barulho por conta de um fogão e uma geladeira, presente de casamento da esposa de Carlinhos para a esposa de Desmóstenes, amigas de longa data? Com certeza, há mais fartura à mesa do PT.

Aqui, neste parágrafo, Mino Pedrosa faz uma defesa contundente do senador Cachoeira.Engraçado, o senador Cachoeira, que está metido até a medula no esquema de corrupção de Cachoeira, é considerado um santo pelo lobista que vive a soldo do megabandido.O lobista vai a ponto de dizer que não há provas contra Demóstenes.Ora, se ser sócio de 30% dos ganhos de Cachoeira, conforme contatou Leandro Fortes, de CartaCapial, se receber um presente de 47 mil reais, se ter recebido 3 mil reais para pagamento de táxi, se usar o prestigio do contraventor para a mulher passar na prova da OAB, se receber um presente de milhares de fogos de artifício em comemoração à festa de sua mulher não são provas que depõem contra Demóstenes não sei o que mais poderá ser considerado prova.Por muito menos que isso Dirceu foi cassado.A maior prova que o Procurador Geral da República usou para denunciar Dirceu foi uma transação de um apartamento envolvendo sua ex-mulher.Nada mais.


O exército de Cachoeira também foi desestabilizado. Funcionários públicos, empresários, políticos, policiais, familiares e pessoas que emprestavam o próprio nome para manter a força e o poder de quem hoje detém um arsenal capaz de mudar a história política do país foram presos ou desarticulados com a Operação Monte Carlo.
Cachoeira sempre foi um homem prevenido. Na era dos escândalos detonados dentro e fora dos Governos, o contraventor documentava todos os encontros com seus “parceiros”, em vídeo, áudio, contratos de gaveta, e as transações bancárias no Brasil e no exterior. Monitorava seus “sócios” através de agentes de informações. Durante todos esses anos que transitou nas altas rodas políticas e sociais do país, Carlinhos Cachoeira produziu vários documentários, capazes de mudar o curso da vida, principalmente de quem será julgado ainda este ano pelo Supremo, com a chance de ter o ministro algoz do Mensalão do PT, Joaquim Barbosa, na presidência da maior instância jurídica do País.

Aqui se vê uma ameaça velada de Mino Pedrosa.Marcos Valério também tinha provas com força de derrubar a República.

No encontro com o seu advogado Ricardo Sayeg, em Mossoró, Cachoeira avisou que a família e amigos tem nas mãos “esse” material que será despejado na imprensa nos próximos dias. Nesta sexta-feira, o contraventor começou a cumprir sua promessa. A Revista Veja, divulgou on line, vídeo no qual Carlinhos tem uma conversa com o deputado federal Rubens Otoni (PT-GO), na qual oferece R$ 100 mil para ajudar o petista e insinua já ter contribuído com a mesma quantia para o candidato em outra campanha.Só um detalhe: Otoni nunca declarou a quantia ao Tribunal Regional Eleitoral e não consegue explicar o porquê disso.

Esse petista é fichinha em se comparando a Demóstenes, a Marconi e cia.

A TRAJETÓRIA DE CACHOEIRA

Carlinhos Cachoeira cresceu no meio da jogatina. Seu pai fez parte do grupo de Castor de Andrade e levou para Goiás o conhecido jogo do Bicho. Seus irmãos difundiram pelo Estado o jogo e a chegada das máquinas caça-níqueis. Cachoeira, no entanto, se aperfeiçoou com projetos oferecidos em vários Estados batizado de On Line Real Time. Trata-se de um software que permite ligar as caça-níqueis diretamente à Caixa Econômica, buscando, aos moldes das Loterias, a legalização do jogo.
Carlinhos montou várias empresas para gerenciar o jogo nos Estados. E começou sua fortuna. Procurava grupos coreanos, italianos, espanhóis e vendia à vista, a exploração do jogo pelo país. Assim passou a recrutar políticos que viabilizavam a exploração dos jogos de azar pelos Governos estaduais. Cachoeira sofisticou seus negócios a partir da implantação de seu novo sistema com o apoio do então governador de Goiás Maguito Vilella, padrinho do seu primeiro casamento. Carlinhos criou a empresa Gerplan no governo de Vilella.
Com a entrada do governador tucano Marconi Pirillo, o empresário do jogo expandiu seus negócios para vários Estados, até bater de frente com os interesses do então ministro chefe da Casa Civil, o petista Zé Dirceu.

Aqui vai a contradição de Mino Pedrosa.Enquanto num dos parágrafos anterior ele diz que o PT, Dirceu DAVAM TOTAL APOIO à Cachoeira, agora, neste parágrafo, ele diz que os interesses do contraventor batiam de frente com os de José Dirceu.Vá entender o que quis dizer o lobista.

Waldomiro Diniz, assessor de Zé Dirceu na Casa Civil, trabalhava para a família Ortiz, forte concorrente de Carlinhos Cachoeira. Os Ortiz lutavam pela permanência do jogo clandestino, pois reconheciam que o negócio era mais rentável. Carlos Cachoeira queria a legalização porque detinha toda uma estrutura profissional com tecnologia de hardware e software para a arrecadação do jogo pelo governo em tempo real e com a garantia de desconto dos impostos.

Cachoeira então gravou Waldomiro pedindo propina para a campanha do PT em 2002. Com isso, o empresário do jogo usava o flagrante para combater a propina paga pela família Ortiz ao assessor da Casa Civil Waldomiro Diniz, responsável também pelo pagamento do mensalão do PT dentro do Congresso Nacional.

Waldomiro era tido como uma águia, mas foi abatido pelo Ministério Público em pleno vôo. O escândalo fragilizou José Dirceu permitindo o ataque de Roberto Jefferson, que culminou com a cassação do mandato de deputado e a demissão da Casa Civil.

Cachoeira foi cercado de atenções pelo PT durante todos esses anos para evitar um escândalo maior em torno do financiamento de campanhas em vários Estados. Este roteiro, com conteúdo explosivo, desta vez virá à tona, pois Carlinhos planeja em sua solidão na cela 17 do Presidio de Segurança Máxima de Mossoró, como se vingar do PT que o abandonou e o colocou nesta situação.

Isso é coisa de gente desesperada.Se houvesse ligações fortes entre o PT e Cachoeira de há muito elas teriam aparecidas.Observe que no processo do mensalão o nome de Cachoeira sequer foi citado.

Nesse arsenal explosivo tem várias empresas: Construtoras, Laboratórios, Bancos no Brasil e no Exterior. Na próxima edição, o Quidnovi vai mostrar, com documentos, como a máfia do jogo atua com o braço político nos cofres públicos.


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