Mutirão Universal de solidariedade


Mutirão Universal de solidariedade
Toneladas de alimentos são arrecadadas e doadas a vítimas das chuvas no Espírito Santo e em Minas Gerais

Por Daniel Cruz / Fotos: Renato Lelles
Água mineral, arroz, feijão, óleo e muitos outros alimentos não perecíveis são empilhados no galpão daUniversal da Avenida João Dias, no bairro de Santo Amaro, na capital paulista. Ao todo, são 640 toneladas, arrecadadas por todo o estado de São Paulo. Cinco mil voluntários movimentam-se de um lado para outro organizando pacotes, empurrando carrinhos e levando os alimentos até as carretas estacionadas no pátio do local.

“Quem pensa no próximo, pensa como Deus”. Esse é o valor que guia cada uma das pessoas ali presentes, que, com os alimentos em mãos, desempenham esforços para ajudar as mais de 20 mil pessoas desabrigadas pelas fortes chuvas nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo.

“São voluntários que saíram de suas casas, deixaram suas famílias, deixaram seus afazeres, acordaram cedo e vieram com uma satisfação muito grande”, diz o pastor Wellington Souza, responsável pela evangelização em São Paulo.

“Desejo que eles recebam de bom coração os alimentos que estamos enviando. Porque, para nós, é muito gratificante poder contribuir com a vida de outras pessoas”, observa a voluntária Dionete da Conceição (foto ao lado), de 45 anos. “Quando fazemos o bem para alguém, Deus se agrada, pois é o que Ele espera de nós. Fazendo bem ao próximo, fazemos o bem a nós mesmos”, ressalta ela.

Esforços sem limites

São 27 carretas mobilizadas com o apoio do Exército Brasileiro e das empresas Transpadua, Transrodomeu, Transportadora Aquarium e Grecco Logística. A primeira carreta aproxima-se das tendas com os alimentos e as portas são abertas. O sol escaldante não desanima os voluntários, que rapidamente passam os alimentos de mão em mão, para que outro grupo (que está dentro da carreta) estoque cada pacote.

Os alimentos foram doados por pessoas que frequentam a Universal e que desejaram colaborar no apoio às vítimas das enchentes.

“É muito importante mobilizarmos nossas forças para ajudar outras pessoas, porque, além de incentivar o bem e o amor ao próximo, é também um exercício de cidadania. ‘Uma andorinha não faz verão’, diz o ditado, por isso, não importa o tipo de ajuda, cada um pode fazer o que estiver ao seu alcance”, comenta a funcionária pública e voluntária Daniela Duarte (foto ao lado), de 33 anos.

“Minha vontade em ajudar foi imediata. Não há como saber que algo precisa ser feito e não reagir”, diz o administrador de empresas e também voluntário Melquíades Lopes Neto, de 42 anos. “Acredito que a iniciativa tenha que partir de dentro para fora. Precisamos do alimento físico para a nossa saúde, porém, o alimento espiritual, que é Jesus, também é importante, porque nos fortalece até nos momentos de dificuldades.”

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, a ação também teve um grande resultado. Foram mais de 100 toneladas de água e alimentos doadas.

Na madrugada desta segunda-feira (20), as carretas seguiram com os alimentos, que já começaram a ser distribuídos nas cidades afetadas.

Veja reportagem sobre a ação exibida pela TV Record:

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