Multidão torce e sofre junto no Moisés Lucarelli


Multidão torce e sofre junto no Moisés Lucarelli
Apesar da tristeza dos mais de 3 mil torcedores, não faltou força para empurrar a Macaca na final da Sul-Americana

Foto: Rodrigo Zanotto/Especial para AAN

O sonhado título não veio, para tristeza de Larissa Pucinelli, que é amparada pelo amigo Guilherme Alves
Pouco mais de 3 mil pessoas tomaram a frente do estádio Moisés Lucarelli, na noite de quarta-feira (11), para acompanhar a partida histórica da Ponte Preta contra ao Lanús da Argentina pela final da Copa Sul-Americana. Dois telões foram montados do lado de fora do Majestoso e os torcedores puderam vibrar com todos os lances da partida. Apesar do entusiasmo, orações e esperança dos pontepretanos, o time falhou e acabou cedendo a vitória para o time da Argentina.

As lágrimas e o sentimento de frustração já haviam tomado conta de grande parte dos torcedores nos instantes finais do jogo. Alguns foram embora antes do apito final, outros se sentaram no chão e cobriram a cabeça com a bandeira do time, e teve até torcedor amparado por amigos ou namoradas. O desespero de alguns era tanto, que mesmo nos poucos minutos que faltavam para encerramento do jogo, se ajoelharam em frente ao telão para pedir uma intervenção divina. O que não aconteceu.

Apesar da tristeza, ainda teve pontepretano que se mostrou menos abalado e exibiu com orgulho a camisa do time, reconhecendo a campanha feita e agradecido pela colocação que o time conseguiu em sua primeira competição internacional.

SUFOCO

O sentimento de frustração de grande parte dos torcedores começou no final do primeiro tempo quando o time levou o segundo gol. Antes disso, a festa estava linda. A torcida levou bandeiras, faixas e macacos de pelúcia para exibir. Quando o time entrou em campo, fogos de artifício tomaram conta do céu do Majestoso. A maioria dos torcedores assistiu ao jogo em pé, outros sentaram no gramado em frente ao estádio.

Mesmo levando o primeiro gol aos 25’ do primeiro tempo, a torcida não se abalou e continuou a cantar e gritar músicas e o nome do time. Já, quando o segundo gol saiu, o silêncio e a decepção passaram a tomar conta de muitos que estavam assistindo à partida e acreditavam no título inédito. No intervalo, alguns torcedores, já prevendo a derrota, deixaram o local e voltaram para suas casas. “Já vi isso muitas vezes. O time não está em um dia bom. Não vamos ganhar”, disse a enfermeira Meire de Oliveira, que deixou o local no intervalo.

Ao final da partida, a vendedora Larissa Pucinelli, de 28 anos, não conteve o choro e precisou do ombro do amigo Guilherme Alves, de 32 anos, para chorar. “Não era pra isso ter acontecido. O título era nosso. Não dá pra acreditar. Dói muito passar por isso”, afirmou.

Para o metalúrgico Tales Henrique Silva, de 24 anos, o time não jogou como em partidas anteriores. “O time entrou em campo de salto alto. Não estava preparado e fez muita coisa errada. Falhamos nos dois gols que tomamos. Mas ano que vem seremos campeões da Série B.”

O casal Flávia Martins, de 29 anos e André Pavane, de 29, também não se conformava com a partida jogada pelo time. “Não era a Ponte de jogos anteriores. O time entrou no jogo dos argentinos. Mas temos que levar isso como um aprendizado. Estamos tristes, mas não decepcionados”, afirmou o torcedor.


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