Moradores da Fazenda Paranoazinho terão longo caminho até a regularização

Vivendas Friburgo, no Grande Colorado, é o único condomínio onde os moradores fecharam acordo com a Urbanizadora Paranoazinho


Moradores da Fazenda Paranoazinho terão longo caminho até a regularização Eles terão de negociar, individualmente, com os novos proprietários a compra dos lotes. Antes disso, é preciso concluir outras etapas do processo de legalização

O registro da Fazenda Paranoazinho, uma área de 1,6 mil hectares em Sobradinho onde há 54 condomínios construídos na ilegalidade, é mais um passo importante no processo de regularização, mas não encerra o assunto. O documento emitido pelo cartório do 7º Ofício, no último dia 2, coloca um ponto final na disputa pela propriedade do terreno, comprado em 2007 pela Urbanizadora Paranoazinho (Upsa) — uma sociedade anônima de capital de investidores privados — de herdeiros de José Cândido de Souza, um dos maiores latifundiários da região onde foi erguida a capital. No entanto, a emissão da matrícula em nome do morador depende, além do cumprimento das exigências estabelecidas pelo governo, de um acordo entre o dono da terra e os condôminos.

Com o processo de regularização adiantado, a Upsa aguarda a licença de instalação emitida pelo Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Distrito Federal (Ibram) e o decreto assinado pelo governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, para concluir o processo. Cumpridas todas as etapas (leia Tira-dúvidas), a Urbanizadora Paranoazinho consegue abrir uma matrícula para cada lote em nome dela, que será negociada com cada morador dos 54 parcelamentos localizados na região do Grande Colorado, Boa Vista e Contagem. Desde já, o diretor presidente da empresa, Ricardo Birmann, afirma que a companhia tem entrado em contato com os síndicos para tentar abrir uma mesa de discussão com todos aqueles que ocupam os 7 mil lotes dentro da fazenda para a transferência da matrícula. Cada caso será discutido em particular.

Até agora, somente o Vivendas Friburgo, no Grande Colorado, fechou um acordo com a empresa. Lá, 200 das 234 famílias acertaram o valor e deverão desembolsar, em média, R$ 33 mil pelo lote de 450 metros quadrados. O servidor público Paulo Gustavo Formolo, 52 anos, faz parte desse grupo. Para ele, o número da matrícula em nome traz mais segurança para quem concordou em pagar pelo lote ao real proprietário. “Era a esperança que faltava para a gente, porque muitas pessoas estavam com medo de eles (da Upsa) não serem os verdadeiros donos. Cumprimos todas as etapas e agora podemos pressionar o governo pela regularização”, ressaltou. Paulo Gustavo acha que o preço pago à empresa é justo.

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