Monitoramento de ministros do STF escancara o Estado policial que o PT instalou no País


Terra de ninguém – A denúncia feita pelo delegado Romeu Tuma Júnior no livro “Assassinato de Reputações – Um Crime de Estado” sobre as escutas telefônicas de que foram vítimas todos os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) é extremamente grave. Além disso, mostra que o governo do PT transformou a Polícia Federal em polícia de governo, não de Estado, apesar de parte da corporação não concordar essa situação que há muito ultrapassou os limites da lei e continua ferindo a democracia.

Quando o assunto surgiu pela primeira vez, ainda em 2007, o Palácio do Planalto, pressionado pelos próprios ministros da Corte, produziu uma desculpa que não convenceu e muito menos tirou a responsabilidade do governo. Os palacianos fizeram chegar à imprensa a informação de que o grampo no STF foi praticado por “arapongas” da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN). Agora, com as denúncias de Tuma Júnior descobre-se que os operadores dos tais grampos foram delegados e agentes da Polícia Federal.

Quando delegados federais ignoram a legalidade e a Justiça, misturando polícia com política para servir de isca na pescaria de benesses classistas, todas distribuídas pelo governo central, a situação em que o País se encontra é muito mais preocupante do que a maioria dos brasileiros imagina.

O comportamento transgressor evidenciado no caso dos grampos deixa clara a ingerência do Ministério da Justiça na Polícia Federal. Um dos setores da PF que não esconde essa ingerência é o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), comandado pelo delegado Ricardo Saadi.

Para quem não se recorda, Ricardo Saadi assumiu os últimos capítulos da Operação Satiagraha após a saída do delegado Protógenes Queiroz, que atualmente cumpre mandato de deputado federal. Saadi, que chefiava a Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros da Polícia Federal, em São Paulo, arredondou a Operação Satiagraha, que levou alguns figurões para a cadeia e desvendou um esquema empresarial e financeiro criminoso, comandado por um banqueiro oportunista cujo nome o ucho.infonão pode citar por decisão truculenta e arbitrária da Justiça.

Não se trata de colocar em xeque a idoneidade desse ou daquele integrante da PF, mas uma situação como a denunciada por Tuma Júnior é inaceitável. Se nada foro feito para impedir o avanço do esquema policialesco que o PT adotou para enfrentar seus adversários, que crescem assustadoramente a cada dia, o Brasil em breve será sócio remido do clube do “vale tudo”.

Em países democráticos, cujos governantes respeitam a legislação e não temem a transparência dos próprios atos, órgãos equivalente ao DRCI estão sob a responsabilidade do Ministério Público. Temendo cada vez mais o Ministério Público, instituição que insiste em demonizar quando está na alça de mira, o governo do PT prefere manter o DRCI sob a batuta de delegados federais. Essa prática, que atenta contra a democracia e coloca investigações e operações policiais sob o manto da suspeição, precisa ter fim. Para tal, é necessário que o Ministério Público Federal se movimente o quanto antes para que ações como o monitoramento dos telefones dos ministros do Supremo não se repitam.

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