Ministério Público denuncia Rose e mais 23 pessoas na operação Porto Seguro

Demitida por Dilma, Rose pediu 27 favores aos chefes da quadrilha

A ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo Rosemary Nóvoa de Noronha e outros 23 investigados na Operação Porto Seguro foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF). Rose, como é conhecida, é acusada de falsidade ideológica, tráfico de influência, corrupção passiva e formação de quadrilha. O enquadramento nesse último crime afastou a tese inicial de que não havia um “braço” do bando atuando dentro do escritório regional da Presidência e derrubou a alegação de que ela teria apenas sido cooptada pelos irmãos Paulo e Rubens Vieira, apontados como líderes do esquema. Se a Justiça tiver o mesmo entendimento que o MPF, ela sofrerá cinco condenações (duas por falsidade ideológica) e terá as penas somadas. Caso o juiz conclua que os crimes praticados mais de uma vez são fruto de uma ação continuada, será aplicada apenas uma pena, aumentada em um sexto à metade.

Segundo o Ministério Público Federal de São Paulo, foi identificada a “constante e importante presença de Rosemary nas atividades ilícitas do grupo”. A alegada amizade com os irmãos Vieira se caracterizou como “prática reiterada” dos crimes de tráfico de influência e de corrupção. Os investigadores descobriram que Paulo Vieira pediu ou recebeu vantagens de Rosemary 15 vezes. Em troca, Rosemary exigiu 27 favores dos irmãos Vieira, incluindo empregos públicos para familiares, viagens de navio e camarotes de carnaval. Rose conseguiu emplacar a nomeação de Paulo e Rubens em cargos de direção nas agências Nacional de Águas (ANA) e de Aviação Civil (Anac), respectivamente.


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